Estudantes da Nova de Lisboa protestam contra aumento das propinas

A Associação de Estudantes da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa (AEFCSH) anunciou a sua intenção de protestar contra o aumento das propinas, que se tornaram um tema controverso no atual contexto educativo. Guilherme Vaz, presidente da AEFCSH, afirmou esta quarta-feira que a associação está pronta para a luta e que os estudantes sairão à rua para defender o seu direito a um Ensino Superior acessível.

Este aumento das propinas surge num momento crítico, em que o número de estudantes colocados no ensino superior atingiu o seu nível mais baixo em quase uma década, com menos de 44 mil alunos a ingressar, o que representa uma queda de 12% em relação ao ano anterior. A AEFCSH aponta o aumento do custo de vida, especialmente no que diz respeito à habitação para estudantes, como uma das principais causas para esta diminuição.

Recentemente, o Governo anunciou o descongelamento das propinas, que se mantinham inalteradas há cinco anos. O valor das propinas para licenciaturas e mestrados integrados passará de 697 para 710 euros, sem limites para os mestrados. Esta decisão não foi bem recebida pelos estudantes, que consideram que o aumento das propinas é injustificável, especialmente num cenário de diminuição do número de candidatos ao ensino superior.

A AEFCSH manifestou a sua indignação através de um comunicado, afirmando que não se surpreendem com a intenção do Governo de aumentar as propinas, mas que continuarão a lutar por um Ensino Superior público e gratuito. “Não arredamos pé, mantemos firme a nossa posição. Este Governo não terá descanso enquanto não desistir desta proposta que consideramos terrorista”, sublinhou a associação.

O ministro da Educação, Fernando Alexandre, também anunciou um aumento de 43% nas verbas para a ação social, além de que os recém-diplomados terão a opção de escolher entre o IRS Jovem ou a devolução das propinas. Contudo, a AEFCSH considera que estas medidas não compensam o aumento das propinas e que a luta continuará.

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“Se o Governo não recuar nas suas intenções de aumento das propinas no Orçamento do Estado de 2026, os estudantes darão resposta nas ruas, em luta, unidos”, concluiu Guilherme Vaz.

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Fonte: Sapo

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