E-Redes em crise: autarca de Pombal alerta para milhares de empregos

A situação da E-Redes está a gerar preocupações sérias em Pombal, onde o presidente da Junta de Freguesia de Meirinhas, João Pimpão, denuncia que a incapacidade da empresa em restaurar a eletricidade está a colocar em risco milhares de empregos. Durante o congresso da associação de Freguesias (ANAFRE), que decorreu em Portimão, o autarca sublinhou que 170 das 180 empresas da região estão sem energia, afetando diretamente a indústria cerâmica, que representa uma faturação superior a 250 milhões de euros anuais.

João Pimpão destacou a situação crítica da Adelino Duarte da Mota, a principal produtora de pasta para a indústria cerâmica em Portugal, que fornece 80% do mercado nacional. “Toda a indústria cerâmica está em pré-ruptura de stock devido à falta de resposta da E-Redes”, afirmou o autarca, referindo que a empresa é responsável por 4.000 postos de trabalho indiretos.

O autarca criticou a falta de um plano de contingência por parte da E-Redes, lembrando que a empresa não aprendeu com situações anteriores, como o apagão ou o furacão Leslie. “A E-Redes não tem demonstrado capacidade de resposta. Nos últimos quatro dias, não foi capaz de disponibilizar um gerador para a empresa”, lamentou Pimpão.

A situação é igualmente alarmante para a própria empresa, que, segundo o diretor Fernando Nogueira Leite, enfrenta danos estruturais que comprometem a operação. “Precisamos de eletricidade para continuar a fornecer matéria-prima aos nossos clientes, que estão prestes a parar a produção”, afirmou. Embora a empresa tenha geradores, estes não são suficientes para garantir a operação.

Fernando Nogueira Leite explicou que, apesar das dificuldades, a empresa está a tentar encontrar soluções provisórias para operar em situações de emergência. Contudo, sem energia elétrica e comunicação, a operação torna-se impossível. A Adelino Duarte da Mota, fundada em 1950, é um dos maiores fornecedores de matérias-primas para a cerâmica em Portugal, com uma faturação de mais de 44 milhões de euros em 2022.

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A situação em Pombal levanta questões sobre a capacidade da E-Redes de gerir crises e proteger o tecido empresarial nacional. “É uma vergonha o que se está a passar”, concluiu João Pimpão.

Leia também: A importância da eletricidade na indústria nacional.

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Fonte: ECO

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