Custos da depressão Kristin ultrapassam dois mil milhões de euros

O impacto da depressão Kristin em Portugal está a revelar-se avassalador, com os custos estimados a ultrapassarem os dois mil milhões de euros. Esta informação foi avançada pelo ministro da Economia e da Coesão, Castro Almeida, durante uma entrevista à SIC Notícias. Apesar de o levantamento ainda ser considerado “grosseiro”, os números apontam para prejuízos que vão muito além dos 600 milhões inicialmente estimados.

Castro Almeida sublinhou que Portugal não pode depender exclusivamente do apoio do Fundo de Solidariedade da União Europeia, embora o governo tenha a intenção de se candidatar a este fundo. Para que o país possa aceder a este apoio, os prejuízos devem ascender a, pelo menos, 1,5% do PIB da região. O ministro confirmou que os danos são “muito superiores” a esse valor, destacando que o país tem um prazo de 12 semanas para formalizar o pedido.

“Estamos a concluir o levantamento dos custos, que está a ser feito com a maior precisão possível”, afirmou Castro Almeida, garantindo que não irão esperar até ao limite das 12 semanas para apresentar o pedido. No entanto, o ministro alertou que a ajuda financeira da União Europeia será insuficiente para cobrir os danos. “Se tivermos prejuízos de mil milhões de euros, o que viria da União Europeia seriam apenas 25 milhões. É uma gota no oceano”, frisou.

O ministro também destacou que a mobilização do Orçamento do Estado será muito superior ao que poderá vir da solidariedade europeia. “Vamos tentar adaptar os nossos fundos estruturais e o Fundo de Coesão para apoiar as regiões afetadas”, acrescentou. Esta situação é ainda mais crítica, uma vez que o excedente orçamental de 2026 é garantido por projetos financiados através do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), como a expansão da Linha Vermelha do Metro de Lisboa e o Hospital de Todos os Santos.

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A depressão Kristin não só trouxe danos materiais significativos, mas também levanta questões sobre a resiliência económica do país e a capacidade de resposta a crises futuras. A situação requer uma análise cuidadosa e uma estratégia robusta para garantir que Portugal não apenas se recupera, mas também se prepara para enfrentar novos desafios.

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Fonte: ECO

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