As tensões resultantes da guerra comercial têm levado os bancos portugueses a adotar uma postura mais cautelosa, refletindo-se numa maior restritividade nas condições de crédito oferecidas às empresas. Segundo um inquérito realizado pelo Banco de Portugal, divulgado recentemente, esta situação resulta de uma “maior aversão ao risco” por parte das instituições financeiras.
O relatório indica que tanto em Portugal como na zona euro, os bancos reconhecem que o novo contexto internacional tem contribuído para uma diminuição da tolerância ao risco. Esta mudança de atitude resultou num ligeiro endurecimento dos critérios de concessão de crédito às empresas. A incerteza em torno do comércio internacional, especialmente após o anúncio de tarifas pelos Estados Unidos em abril do ano passado, tem influenciado esta tendência.
Apesar das dificuldades, os bancos nacionais reportaram uma “exposição limitada” em relação às empresas exportadoras, o que sugere que, até ao momento, a situação não afetou de forma significativa a saúde financeira dessas empresas. Além disso, os principais indicadores financeiros, como a posição de capital, liquidez, rendibilidade e rácio de malparado, mantêm-se estáveis, o que é um sinal positivo em meio a um cenário de incerteza.
Para o ano de 2026, os bancos portugueses, assim como os da zona euro, antecipam que os impactos observados nos últimos 12 meses se mantenham. Isso significa que as condições de crédito continuarão a ser mais restritivas, refletindo a cautela das instituições financeiras em um ambiente global volátil.
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Fonte: ECO





