A poucos dias da segunda volta das eleições presidenciais, marcada para 8 de fevereiro, a tempestade Kristin continua a ser um tema central na campanha. António José Seguro, candidato apoiado pelo Partido Socialista, visitou uma zona industrial em Proença-a-Nova, uma das áreas mais afetadas pela tempestade, para exigir que os apoios prometidos pelo Governo cheguem rapidamente à população.
Durante a sua visita, Seguro sublinhou a urgência da resposta pública, afirmando que “as pessoas estão aflitas e precisam desses apoios”. O candidato destacou que será “vigilante” em relação à implementação das medidas e que não hesitará em pressionar as autoridades competentes para que os apoios sejam concretizados sem mais demoras. “Não pouparei nenhum trabalho ou ação que esteja ao meu alcance para que os apoios cheguem ao terreno”, garantiu.
Seguro também se comprometeu a voltar às zonas afetadas logo após a sua eventual tomada de posse, para verificar se as promessas feitas foram cumpridas. “Uma das funções do Presidente da República é ser vigilante e verificar se aquilo que foi anunciado aconteceu”, afirmou, referindo-se não só à tempestade Kristin, mas também a outras catástrofes anteriores.
Por outro lado, André Ventura, candidato do Chega, não poupou críticas ao Governo e ao Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, pela sua visita ao Vaticano durante a crise provocada pela tempestade. Ventura questionou o timing da deslocação, afirmando que o Presidente deveria estar em Portugal a “dar confiança às pessoas” e a acompanhar a resposta do Governo às populações afetadas.
Em visita a uma exploração agrícola em Torres Vedras, Ventura lamentou a insuficiência dos apoios anunciados, considerando que os 500 euros propostos são manifestamente inadequados. “Não concebo como é que o Presidente da República não critica esses apoios”, disse, enfatizando a necessidade de um apoio mais robusto para as vítimas da tempestade Kristin.
O líder do Chega também elogiou a decisão do primeiro-ministro, Luís Montenegro, de isentar de portagens quatro autoestradas nas zonas afetadas pela tempestade, uma medida que considera positiva para facilitar a mobilização de recursos e apoio às populações.
Entretanto, a E-Redes informou que, até às 17h, cerca de 103 mil clientes ainda estavam sem eletricidade devido aos danos causados pela tempestade Kristin. As áreas mais afetadas incluem Leiria, Santarém e Castelo Branco, onde as avarias têm sido significativas.
À medida que a campanha avança, a tempestade Kristin continua a ser um tema quente, com os candidatos a pressionar o Governo por respostas rápidas e eficazes. Leia também: “As consequências da tempestade Kristin nas eleições presidenciais”.
Leia também: Apoio de 40 milhões para agricultores afetados pela tempestade Kristin
Fonte: ECO





