Despesa com defesa na Europa pode atingir 1,2 biliões de dólares

As despesas com defesa na Europa estão a caminho de um aumento significativo, prevendo-se que atinjam 1,2 biliões de dólares até 2035. Este crescimento, estimado em 7,8%, surge no contexto de um aumento global de 6,7% nas despesas militares, conforme revela o relatório “Global Military Aircraft Fleet and Sustainment Outlook 2026–2036”, da consultora Oliver Wyman.

Carlos García Martín, partner da Oliver Wyman, destaca que a Europa está a entrar num ciclo de investimento que não só envolve a entrega de novas aeronaves militares, mas também uma maior exigência em termos de sustentabilidade no setor da defesa. “A indústria deve antecipar a capacidade produtiva e o talento técnico necessário para atingir os objetivos operacionais antes de 2032”, recomenda.

A invasão russa à Ucrânia tem colocado a defesa como uma prioridade na agenda europeia. Bruxelas já anunciou pacotes de empréstimos, como os 150 mil milhões para o SAFE, que incluem uma fatia de 5,8 mil milhões de euros destinada a Portugal. Este investimento visa capacitar as forças armadas dos países membros e reforçar a segurança na região.

A frota militar mundial deverá crescer de quase 45.000 aeronaves em 2026 para cerca de 51.000 em 2036, com a Europa a receber mais de 110 mil milhões de dólares em novas aeronaves militares até 2032, um aumento de 20% em comparação com a década anterior. Este aumento na despesa com defesa reflete-se na maior disponibilidade e utilização das frotas, o que, por sua vez, aumenta a pressão sobre a manutenção.

A procura por manutenção, reparação e operações (MRO) deverá crescer cerca de 1% ao ano na próxima década, impulsionada principalmente pelo segmento de motores. A Oliver Wyman também aponta que os sistemas não tripulados, como os Collaborative Combat Aircraft, ganharão importância operacional antes de 2030, alterando o padrão de manutenção.

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Os gastos em aeronaves estão a concentrar-se nos caças, com o F-35 a ser um elemento central na modernização de 11 forças aéreas europeias. Além disso, a Europa está a reforçar a sua autonomia em mobilidade e reabastecimento, através de programas como o A330 MRTT e o A400M. Portugal, por sua vez, tem planos de renovar a sua frota de F-16, embora essa renovação não esteja incluída no pacote SAFE.

Parte do orçamento europeu será direcionada para o desenvolvimento de novas capacidades, como o Global Combat Air Programme e o Future Combat Air System, que não deverão resultar em aeronaves operacionais antes de meados da década de 2030. Este cenário levanta questões sobre a alocação de recursos, uma vez que os custos de desenvolvimento competirão com as necessidades de aquisição e manutenção das frotas existentes.

Os Estados Unidos também estão a priorizar a investigação e desenvolvimento de capacidades de nova geração, com uma proposta orçamental que prevê a aquisição de apenas 173 novas aeronaves, um número significativamente inferior ao de anos anteriores. Esta estratégia visa libertar recursos através da retirada de plataformas antigas, permitindo a transição para sistemas mais avançados.

O investimento em sistemas não tripulados deverá aumentar, com uma previsão de crescimento global de 10% nas entregas de drones ao longo da próxima década. Estas aeronaves não tripuladas estão a ganhar cada vez mais relevância, trazendo novos desafios em termos de manutenção e operação.

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Fonte: ECO

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