Mudança de emprego resulta em aumento salarial de 10%

Um estudo recente publicado na Revista de Estudos Económicos do Banco de Portugal revela que os trabalhadores que mudam de emprego conseguem, em média, um aumento salarial de 10% em comparação com aqueles que permanecem na mesma empresa. No entanto, a maior parte deste prémio salarial está mais relacionada com as características individuais dos trabalhadores, como a produtividade e as qualificações, do que com as políticas salariais das empresas.

Sónia Félix, economista do Banco de Portugal e uma das autoras do estudo, explica que a mobilidade laboral está associada a um prémio salarial. “Os trabalhadores que mudam de emprego têm, em média, um salário superior ao dos que permanecem nas mesmas funções”, afirma. O estudo comparou os salários de trabalhadores que iniciaram um novo contrato com um empregador diferente após 12 meses, com os que mantiveram a mesma posição.

Ao controlar variáveis como a dimensão das empresas e a antiguidade dos trabalhadores, os autores concluíram que existe, de facto, um prémio salarial. Contudo, este valor diminui para apenas 1% quando se consideram os efeitos fixos dos trabalhadores e das empresas. “Do total do prémio salarial de 10%, dois terços refletem as características individuais dos trabalhadores, enquanto cerca de um quarto está relacionado com a mudança para empresas que oferecem melhores condições salariais”, explica Sónia Félix.

Além disso, o estudo revela que 41,2% dos trabalhadores que mudam de emprego não veem um aumento salarial no momento da transição, e 19,7% até enfrentam cortes nos salários. Apenas 39,1% conseguem um aumento imediato, que é, em média, de 3,2%. “Muitas mudanças de emprego não são motivadas por melhores oportunidades, mas por necessidade, o que explica a falta de prémio salarial para a maioria”, acrescenta a economista.

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As transições ocorrem frequentemente em setores com salários mais baixos, como a restauração e a agricultura, o que também contribui para a dificuldade em obter aumentos significativos. Sónia Félix destaca que a compressão da distribuição salarial pode dificultar a obtenção de prémios ao mudar de emprego, uma vez que o salário médio se aproxima do salário mediano.

Este estudo sublinha a importância da qualidade do emparelhamento entre trabalhadores e empresas, bem como a necessidade de reduzir barreiras à mobilidade laboral e promover políticas de integração para novas contratações. Leia também: O impacto da mobilidade laboral na economia.

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Fonte: ECO

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