A poucos dias da segunda volta das eleições presidenciais, a situação meteorológica extrema em Portugal gerou um novo debate político. André Ventura, candidato apoiado pelo Chega, pediu o adiamento do ato eleitoral, agendado para este domingo, argumentando que as condições atuais não permitem uma votação justa. Durante uma ação de campanha em Silves, Ventura afirmou que “grande parte do país está em estado de calamidade” e que não existem condições para realizar eleições em segurança.
O candidato reconheceu que o calendário eleitoral foi definido há meses, mas enfatizou que as tempestades que afetaram o país não estavam previstas. “As pessoas estão sem comunicações, sem abastecimento, sem luz e sem bens essenciais. A prioridade agora não é votar”, disse Ventura. Ele propôs que o ato eleitoral fosse adiado por uma semana, apelando ao Presidente da República e às autarquias para que considerassem esta possibilidade, uma vez que muitas áreas do país não teriam condições para votar.
A Câmara Municipal de Alcácer do Sal já decidiu adiar a votação local para 15 de fevereiro, seguindo uma sugestão do Presidente da República. Por outro lado, António José Seguro expressou preocupação com a possível abstenção e descreveu como um “pesadelo” a ideia de que eleitores que preferem a sua candidatura não compareçam às urnas. “Nunca houve em Portugal uma escolha tão simples de fazer. Peço aos portugueses que não arrisquem”, afirmou, reforçando a importância do voto.
Seguro defendeu que, apesar do mau tempo, ninguém deve ser impedido de votar, e que os presidentes de câmara têm a capacidade de suspender a votação em áreas afetadas, podendo realizá-la na semana seguinte. O Presidente da República também admitiu a possibilidade de adiamentos localizados, afirmando que a decisão cabe aos presidentes de câmara, que devem avaliar se existem condições para as eleições.
Desde a semana passada, as tempestades Kristin e Leonardo causaram 11 mortes, centenas de feridos e muitos desalojados. As consequências são visíveis, com casas e empresas destruídas, estradas cortadas e falhas de energia e comunicações. As regiões mais afetadas incluem o Centro, Lisboa e Vale do Tejo, e o Alentejo, onde os danos são significativos.
O Governo declarou situação de calamidade em 68 concelhos e anunciou um pacote de apoios que pode chegar a 2,5 mil milhões de euros. Com a votação marcada para daqui a três dias, a divergência política entre Ventura, que pede um adiamento nacional, e Seguro, que defende adiamentos localizados, continua a ser um tema quente na agenda eleitoral.
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Fonte: ECO





