António José Seguro, candidato à Presidência da República, recusou-se a fazer uma avaliação política imediata sobre os erros do Governo na resposta às tempestades que afetaram o país na semana passada. No entanto, deixou claro que, se for eleito, “a culpa não vai morrer solteira”.
Durante uma visita aos escritórios da Sword Health no Porto, onde a empresa anunciou a aquisição de uma rival alemã por 285 milhões de euros, Seguro afirmou que irá fazer “perguntas muito claras, objetivas e específicas” a quem tem responsabilidades na proteção civil. “Ao primeiro-ministro? Vou fazer perguntas. E comigo não haverá nenhuma pergunta sem resposta. Devemos isso aos portugueses que foram vítimas deste temporal e a quem tardou a ajuda por parte do Estado”, sublinhou.
Seguro destacou que, neste momento, é crucial concentrar esforços em apoiar as pessoas e as empresas afetadas. Contudo, não hesitou em criticar o Governo pela demora na disponibilização de apoios. “O que disse desde o início, quando o Governo apresentou as suas medidas, era que era necessário que chegassem rapidamente às populações. Depois haverá o tempo das avaliações, mas para mim já é claro que o Estado português não está preparado para enfrentar intempéries desta natureza”, acrescentou.
Em relação ao adiamento da votação da segunda volta das presidenciais em três municípios para 15 de fevereiro, Seguro afirmou que não tem intenção de fazer campanha nessas zonas, uma vez que acredita que “as pessoas têm informação suficiente” para decidir entre ele e o seu adversário, André Ventura.
Sobre a possibilidade de não poder reclamar vitória no domingo à noite devido ao adiamento do voto, o candidato enfatizou a importância do voto, alertando que “não há eleições ganhas à partida e as sondagens não elegem presidentes”. “Seria um pesadelo terem na cabeça e no coração um candidato e, por não irem votar, terem uma surpresa desagradável no dia seguinte”, concluiu.
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António José Seguro António José Seguro António José Seguro António José Seguro Nota: análise relacionada com António José Seguro.
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Fonte: ECO





