Marcelo critica falta de comunicação após tempestade Kristin

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, abordou esta sexta-feira a atuação das Forças Armadas após a passagem da tempestade Kristin, sublinhando que a falta de um porta-voz contribuiu para a percepção de que as tropas estavam ausentes. O chefe de Estado, que se encontrava no Cartaxo, no distrito de Santarém, visitou a povoação de Valada, que ficou isolada devido às cheias provocadas pela tempestade.

Em resposta a uma notícia do Expresso sobre a atuação da Proteção Civil e a resposta das Forças Armadas, Marcelo afirmou que o que se verificou foi um “problema de comunicação”. Segundo ele, a ausência de um porta-voz que pudesse esclarecer a situação levou à interpretação errada de que as Forças Armadas não estavam a atuar no terreno.

Questionado se a comunicação foi o principal problema na gestão da crise, o Presidente concordou, afirmando que “a comunicação é muito difícil de estabelecer e de pôr a funcionar”. Marcelo destacou que a falta de um porta-voz nas Forças Armadas, que em outras situações esteve presente, complicou a situação. Além disso, mencionou que a Proteção Civil enfrenta desafios semelhantes, especialmente quando há uma dispersão de membros do Governo pelo território.

Relativamente à informação de que as Forças Armadas só teriam decretado o nível de “prontidão imediata” na segunda-feira, 2 de fevereiro, quase uma semana após a passagem da tempestade Kristin, o Presidente expressou dúvidas sobre essa afirmação. “Eu fui para o terreno no dia 30 [de janeiro] e já citei comunicados das Forças Armadas”, explicou, referindo que a falta de um porta-voz dificultou a comunicação das ações já realizadas.

Marcelo Rebelo de Sousa também esclareceu que as Forças Armadas estavam, de facto, no terreno, mencionando a sua presença em locais como Ferreira do Zêzere e Leiria, onde já tinham atuado nos primeiros dias após a tempestade.

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Desde a passagem das depressões Kristin e Leonardo, treze pessoas perderam a vida em Portugal, e centenas ficaram feridas ou desalojadas. A situação provocou ainda cortes de energia, água e comunicações. Na quinta-feira, o Governo decidiu prolongar a situação de calamidade até 15 de fevereiro, abrangendo 68 concelhos, e anunciou novas medidas para acelerar a reparação e reconstrução de casas, sem necessidade de controlo administrativo prévio.

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Fonte: ECO

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