Resultados das presidenciais: análise em sete gráficos

As eleições presidenciais em Portugal tiveram um desfecho notável, com António José Seguro a emergir como o vencedor, enquanto cerca de 56 mil portugueses ainda poderão votar na próxima semana. O ECO apresenta uma análise dos resultados através de sete gráficos que ilustram a magnitude da vitória de Seguro, que se destacou ao conquistar mais votos de eleitores que não passaram à segunda volta.

Seguro obteve 1,73 milhões de votos na segunda volta, superando em muito os 402,7 mil votos de André Ventura. Este resultado traduz uma quase duplicação da votação de Seguro em comparação com a primeira volta, enquanto Ventura apenas conseguiu um aumento de 30%. A diferença de apoio é ainda mais evidente no número de concelhos conquistados: Seguro venceu em 229 municípios, enquanto Ventura apenas em dois, Elvas e São Vicente, na Madeira.

A rejeição do eleitorado em relação ao candidato do Chega é clara, com a concentração de votos em Seguro a impedir a vitória em 97,5% dos municípios onde Ventura tinha obtido sucesso anteriormente. A transferência de votos para Seguro foi notória em freguesias onde candidatos de direita tinham tido um bom desempenho na primeira volta. Por exemplo, na freguesia de Aldoar, Foz do Douro e Nevogilde, Seguro passou de 25,12% para 76% dos votos na segunda volta, enquanto Ventura subiu de 11,46% para 23,97%.

Em Lisboa, na freguesia da Estrela, Seguro também viu um aumento significativo, passando de 29,53% para quase 76%. Concelhos como Boticas, Fafe e Sernancelhe, onde Luís Marques Mendes venceu na primeira volta, foram agora conquistados por Seguro, embora Ventura tenha também registado subidas expressivas.

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Os resultados de Seguro, que totalizam 3.482.481 votos, já superam os de Mário Soares em 1991, mesmo com 20 freguesias e sete consulados ainda por apurar. Em termos percentuais, a reeleição de Seguro continua a ser um marco na história das presidenciais em Portugal.

Apesar da derrota, André Ventura destacou que o Chega obteve o melhor resultado da sua história, afirmando que a sua percentagem de votos superou a da Aliança Democrática nas últimas legislativas. Ventura acredita que, apesar de não ter vencido, os portugueses colocaram o Chega no caminho para governar.

Embora uma eleição presidencial não seja diretamente comparável a eleições legislativas, a ascensão de Ventura é significativa. Nas legislativas de 2019, o Chega obteve apenas 1,29% dos votos, mas em 2025 chegou a 22,76%. Nas presidenciais, a percentagem subiu de 11,9% em 2021 para 33,18% agora.

A taxa de abstenção, que se temia que aumentasse devido a condições climáticas adversas e à aparente vitória de Seguro, subiu ligeiramente de 47,74% para 49,89%, mantendo-se a mais baixa desde 2006. A abstenção foi particularmente elevada nas regiões mais afetadas pelas tempestades, com taxas que variaram entre 29,84% e 51,94% em 68 concelhos em situação de calamidade.

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Fonte: ECO

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