O mau tempo que afetou várias regiões de Portugal, em particular o Alentejo e o Ribatejo, causou danos significativos em estruturas e unidades turísticas. José Santos, presidente da Entidade Regional de Turismo (ERT) do Alentejo e Ribatejo, apelou ao Governo por apoios “a fundo perdido” para ajudar o setor a recuperar. Em declarações à agência Lusa, Santos sublinhou a urgência de respostas rápidas, que não podem ser substituídas por linhas de crédito.
No concelho de Alcácer do Sal, no distrito de Setúbal, o impacto do mau tempo foi devastador, afetando quase toda a restauração e alguns alojamentos locais, incluindo um hotel que, embora não estivesse em funcionamento, sofreu danos. Além disso, foram reportados prejuízos em infraestruturas turísticas privadas em outros concelhos, como Coruche e Salvaterra de Magos, no distrito de Santarém, e Gavião, no distrito de Portalegre. Também houve danos em infraestruturas públicas de apoio ao turismo em Mértola e Odemira, no distrito de Beja.
Atualmente, a ERT, com o apoio dos municípios, está a realizar um levantamento das unidades turísticas e estruturas afetadas para quantificar o prejuízo total. Santos alertou que, embora os danos possam não parecer significativos em termos de volume, para os empresários afetados, representam uma interrupção grave da sua atividade económica e dificuldades no pagamento de salários.
O presidente da ERT expressou preocupação com o risco de algumas infraestruturas não voltarem a funcionar a curto prazo, o que poderá comprometer a retoma rápida do setor. Por isso, pediu ao Governo uma atenção especial para estas situações. “As linhas de crédito abertas pelo Banco de Fomento são importantes, mas para estes empresários são necessárias medidas a fundo perdido que apoiem a reconstrução das infraestruturas turísticas”, defendeu.
Além disso, Santos destacou a necessidade de apoios que minimizem o impacto da interrupção das atividades na tesouraria das empresas. Desde o dia 28 de janeiro, Portugal registou 15 mortes devido às depressões Kristin, Leonardo e Marta, que também deixaram centenas de feridos e desalojados. As consequências do mau tempo incluem a destruição de casas, empresas e equipamentos, quedas de árvores, fechos de estradas, escolas e serviços de transporte, além de cortes de energia e água.
As regiões mais afetadas incluem o Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo. O Governo decidiu prolongar a situação de calamidade até ao dia 15 para 68 concelhos e anunciou um pacote de medidas de apoio que pode chegar até 2,5 mil milhões de euros.
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Fonte: ECO





