Proposta de privatização da Azores Airlines rejeitada pela SATA

O presidente do conselho de administração da SATA, Tiago Santos, manifestou a sua oposição à proposta de privatização da Azores Airlines apresentada pelo consórcio Atlantic Connect Group. Em declarações feitas durante uma entrevista no Telejornal da RTP/Açores, Santos afirmou que a proposta “não serve os interesses da companhia, dos açorianos e do Governo Regional”.

O júri responsável pela privatização da Azores Airlines recomendou a rejeição da única proposta admitida no concurso, considerando que esta não salvaguarda os interesses da SATA e da região. Segundo o júri, a proposta colocaria a companhia aérea e a região “numa posição globalmente mais desfavorável” em comparação com a proposta anterior do mesmo consórcio, apresentada em 2023.

Tiago Santos destacou que a proposta final inclui “um conjunto de propostas adicionais” que não foram discutidas previamente e que transferem mais responsabilidades para o Governo Regional e para a SATA. Um dos pontos críticos levantados pelo presidente da SATA é a questão do preço, que, embora tenha sido incrementado, é considerado “não garantido”. O pagamento à SATA Holding dependerá de várias evoluções financeiras da Azores Airlines após a privatização.

Outro aspeto relevante é a falta de um aumento significativo de capitalização por parte do consórcio. Santos recordou que a proposta inicial previa uma injeção de 15 milhões de euros, mas a nova proposta não contempla qualquer valor a ser injetado na companhia. Além disso, a proposta altera a garantia de que todos os colaboradores da Azores Airlines seriam integrados pelo consórcio privado, uma vez que agora se prevê que os trabalhadores não voadores permaneçam na SATA Holding.

O presidente da SATA também criticou a proposta que impõe à companhia a responsabilidade por custos de manutenção futuros, mesmo quando a gestão estiver a cargo do operador privado. Santos expressou confiança na capacidade do júri para fazer uma avaliação independente da proposta recebida e afirmou que a SATA está preparada para avançar com o “plano A” ou, se necessário, com um “plano B”, que inclui a negociação particular ou venda direta.

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Se o júri mantiver a sua decisão, o consórcio será informado e as diligências adequadas serão feitas, mas isso não impedirá o início do plano B. Tiago Santos comparou este modelo de privatização ao utilizado na TAP, afirmando que a venda direta é uma prática comum em Portugal.

Por sua vez, Carlos Tavares, do Atlantic Connect Group, defendeu que a assunção do passivo pela região é um “ponto essencial” para a concretização do negócio, considerando esta condição como “sine qua non” para a compra da Azores Airlines.

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Fonte: Sapo

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