Portugal enfrenta um cenário preocupante no que diz respeito à corrupção, conforme revela o mais recente Índice de Perceção da Corrupção (CPI) da Transparência Internacional. Publicado anualmente, este índice coloca o país na 46.ª posição entre 180 nações avaliadas em 2025, uma descida de três lugares em relação a 2024 e uma queda acentuada de doze lugares em comparação com 2023. Com uma pontuação de 56 numa escala que vai de 0 a 100, Portugal encontra-se entre os países com os resultados mais baixos da Europa Ocidental.
Em 2024, Portugal obteve 57 pontos, ocupando a 43.ª posição, mas a tendência de declínio é clara. No ranking atual, apenas alguns países como Chipre, Espanha e Itália apresentam resultados inferiores. Em contraste, na parte superior da tabela, países como Dinamarca, Finlândia e Suíça destacam-se com pontuações que ultrapassam os 80 pontos, refletindo a eficácia dos seus mecanismos de integridade pública.
A descida no índice de 2025 é atribuída a uma deterioração nas avaliações provenientes de várias fontes que compõem o CPI. O relatório indica que as fragilidades persistentes nos mecanismos de integridade pública e as limitações na capacidade de prevenir riscos de corrupção nos cargos públicos são preocupantes. Apesar de algumas iniciativas legais implementadas nos últimos anos, a perceção internacional sugere que a execução das políticas anticorrupção e a supervisão da ação pública permanecem insuficientes.
Portugal apresenta uma pontuação inferior à média europeia em termos de integridade no setor público. O relatório destaca que, sem avanços significativos na aplicação das medidas existentes e na capacidade institucional de fiscalização, as limitações atuais continuarão a impactar negativamente a avaliação do país a nível internacional.
Desde a sua criação em 1995, o CPI tem sido um indicador crucial da corrupção no setor público, avaliando a perceção da corrupção em 182 países. Os dados são recolhidos de diversas fontes, incluindo o Banco Mundial e o Fórum Económico Mundial, refletindo a opinião de especialistas e empresários. Este índice é amplamente utilizado como ferramenta de análise de risco por várias organizações, incluindo as Nações Unidas e a União Europeia.
A análise global revela uma estagnação preocupante nos esforços anticorrupção, com uma média global de 43 pontos, indicando que mais de dois terços dos países estão abaixo da marca de 50. Este cenário sugere um nível generalizado de corrupção percebida, que compromete a confiança nas instituições.
A situação em Portugal é um reflexo de uma trajetória negativa que se mantém desde 2015. Sem uma abordagem mais robusta e eficaz para combater a corrupção, é expectável que o país continue a enfrentar desafios significativos nesta área.
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Fonte: ECO





