Gouveia e Melo pede exoneração da ministra da Administração Interna

Henrique Gouveia e Melo, ex-candidato à Presidência da República, defende a exoneração da ministra da Administração Interna, Maria Lúcia Amaral, devido a falhas na resposta do Governo às populações afetadas pelo mau tempo. Num artigo de opinião publicado no jornal Público, Gouveia e Melo critica a falta de planeamento e comunicação clara durante as tempestades que assolaram Portugal.

O ex-chefe do Estado-Maior da Armada aponta que houve deficiências no aviso antecipado e na orientação da população sobre como agir em situações de perigo. Para ele, o Estado falhou na sua responsabilidade de proteger os cidadãos, e o Governo deve assumir as consequências políticas das suas ações.

Gouveia e Melo afirma que o primeiro-ministro deve avaliar se a ministra da Administração Interna tem condições para continuar no cargo. “Parece-me adequado que a senhora ministra pedisse, por sua própria iniciativa, a sua exoneração – a bem do Governo e do país”, sublinha o ex-candidato.

Além disso, Gouveia e Melo defende uma reforma profunda na Proteção Civil, propondo que esta seja profissionalizada e libertada de influências políticas. Ele sugere a criação de uma nova unidade nas Forças Armadas dedicada à proteção civil, que possa responder de forma eficaz a desastres e crises.

O ex-candidato propõe também a criação de uma ‘task force’ ou Estrutura de Missão, que permita uma coordenação efetiva entre os vários ministérios. “As tarefas de organização, coordenação, comunicação e liderança devem estar sob a dependência direta dessa estrutura de crise”, afirma.

Gouveia e Melo sugere ainda a ativação de mecanismos de solidariedade e financiamento comunitário, além da elaboração de legislação adequada para mitigar os efeitos das tempestades. Ele propõe a implementação de um “Plano Marshall” regional para a recuperação das áreas afetadas.

Desde o dia 28 de janeiro, Portugal registou 15 mortes devido às depressões Kristin, Leonardo e Marta, que causaram centenas de feridos e desalojados. As consequências materiais incluem a destruição de casas e empresas, quedas de árvores, e o fecho de estradas e serviços essenciais. As regiões mais afetadas são o Centro, Lisboa e Vale do Tejo, e Alentejo.

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O Governo decidiu prolongar a situação de calamidade até ao dia 15 para 68 concelhos e anunciou um pacote de medidas de apoio que pode chegar a 2,5 mil milhões de euros.

Leia também: O impacto das tempestades na economia local.

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Fonte: ECO

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