Remodelação do Governo aguarda novo Presidente da República

O Governo de Luís Montenegro está a preparar uma remodelação alargada, mas esta só deverá ocorrer após a tomada de posse do novo Presidente da República, António José Seguro. A informação foi confirmada por fontes próximas do processo ao ECO. A ministra da Administração Interna já se demitiu, e o primeiro-ministro ficou com a pasta interinamente, mas qualquer mudança mais significativa nas pastas ministeriais será adiada até que Seguro assuma oficialmente o cargo a 9 de março.

Marcelo Rebelo de Sousa, o atual Chefe de Estado, não pretende nomear novos ministros a poucas semanas do fim do seu mandato, exceto em situações excepcionais, como a de um secretário de Estado. A decisão de esperar pela nova liderança é vista como uma questão de lealdade institucional, uma vez que Luís Montenegro não quer tomar decisões que poderiam ser consideradas desrespeitosas para com o seu sucessor.

Nos corredores do Governo, a pressão para agir é palpável. “Não podemos esperar tanto tempo!” é o sentimento que se ouve entre os membros do Executivo. Contudo, Marcelo prefere passar a responsabilidade da remodelação do Governo para António José Seguro, que já delineou as suas prioridades em discurso recente, incluindo a saúde, a habitação e a criação de oportunidades para os jovens.

A demissão da ministra da Administração Interna, Maria Lúcia Amaral, foi um dos primeiros sinais de que mudanças são necessárias. A sua saída, que ocorreu após críticas à sua gestão, especialmente na coordenação de incêndios e na resposta a desastres naturais, levanta questões sobre a estabilidade de outras pastas. Fontes próximas do Executivo indicam que outras áreas, como a Economia e o Desporto, também enfrentam dificuldades.

António José Seguro, que foi eleito com cerca de 67% dos votos, já está a preparar a sua presidência e a transição de poderes. O novo Presidente tem a intenção de abordar questões urgentes, como a resposta a desastres naturais e a desigualdade social. “Não há desculpas”, afirmou Seguro, enfatizando a necessidade de soluções duradouras para os problemas do país.

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Marcelo Rebelo de Sousa, por sua vez, está focado em deixar o Governo em ordem antes de passar as chaves de Belém. Ele planeia promulgar todas as leis que lhe chegarem antes da sua saída, evitando assim sobrecarregar o novo Presidente com assuntos pendentes. O atual Chefe de Estado já se reuniu com Seguro para discutir a transição, num encontro que decorreu de forma cordial.

A remodelação do Governo é, portanto, um tema central nas discussões políticas atuais, mas a sua concretização ficará para depois da posse de António José Seguro. Resta saber quais serão as mudanças que o novo Presidente irá implementar e como estas afetarão a dinâmica do Executivo.

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Fonte: ECO

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