Produção de petróleo em Angola deve manter-se estável até 2030

A produção de petróleo em Angola deverá manter-se estável nos próximos anos, sem grandes oscilações até 2026, de acordo com um relatório do Bank of America Global Research. A instituição estima que a produção se estabilize em torno de um milhão de barris por dia até 2030, a menos que surjam grandes descobertas no setor.

O Bank of America destaca que a Agência Nacional de Petróleo e Gás (ANPG) está a implementar medidas para garantir que a produção se mantenha acima do milhão de barris diários. Estas iniciativas incluem incentivos fiscais para a exploração e produção, bem como a aceleração dos processos de licenciamento, o que tem sido bem recebido pelas empresas petrolíferas internacionais.

Com a introdução destes incentivos, as empresas do setor reportaram um aumento na atividade, com um desenvolvimento mais rápido de campos adjacentes e a perfuração de novos poços. Contudo, o relatório alerta que, na ausência de descobertas significativas, não se prevê um aumento considerável na produção de petróleo nos próximos dois a três anos.

Além disso, o Bank of America prevê que Angola atraia cerca de 60 mil milhões de dólares em investimentos nos próximos cinco anos, o que deverá ser suficiente para compensar a diminuição natural da produção dos poços existentes. A instituição sublinha que os níveis de equilíbrio permanecem competitivos, embora a continuidade dos investimentos dependa dos preços do petróleo, que não devem cair abaixo dos 50 dólares por barril.

Em relação à situação financeira do governo angolano, o Bank of America afirma que não há risco imediato de incumprimento, uma vez que o país possui reservas cambiais e ativos líquidos suficientes para cobrir as suas obrigações este ano. No entanto, a trajetória orçamental e a avaliação cambial apresentam sinais de deterioração gradual.

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O relatório também menciona que um programa do Fundo Monetário Internacional (FMI) parece improvável antes das eleições, dado que o governo não está disposto a remover os subsídios aos combustíveis ou a permitir a depreciação da moeda antes da votação. A pressão fiscal deverá persistir, e a taxa de câmbio deverá manter-se estável até às eleições, embora se anteveja uma depreciação significativa após esse período.

O Bank of America destaca ainda a importância do Corredor do Lobito, que liga a costa atlântica de Angola à República Democrática do Congo e à Zâmbia. Este projeto é visto como uma alavanca para diversificar a economia angolana, que atualmente depende fortemente da produção de petróleo. A instituição acredita que o impacto económico do Corredor do Lobito será significativo a longo prazo, embora os benefícios diretos para as finanças públicas possam demorar a materializar-se.

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Fonte: Sapo

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