A Associação de Bioenergia Avançada (ABA) sublinhou, em comunicado, a relevância das soluções de baixo carbono e da economia circular na transição energética em Portugal. Com a implementação da diretiva europeia RED III, o setor de bioenergia avançada entrou numa nova fase, destacando os biocombustíveis como uma alternativa viável aos combustíveis fósseis, com reduções de emissões que podem ultrapassar os 90%.
Ana Calhôa, Secretária-Geral da ABA, afirmou que “a bioenergia avançada é uma solução-chave para a descarbonização de setores de difícil eletrificação, como a mobilidade pesada, os transportes marítimos e a aviação”. A responsável enfatizou que estas soluções não só contribuem para uma transição energética segura e competitiva, mas também se alinham com as metas climáticas estabelecidas.
A ABA delineou quatro desafios energéticos onde a bioenergia avançada se apresenta como resposta eficaz, demonstrando maturidade tecnológica e alinhamento com os objetivos de neutralidade carbónica tanto a nível nacional como europeu. Os quatro pilares estratégicos da bioenergia incluem a transformação de resíduos em energia, que promove a economia circular ao evitar aterros.
Além disso, a bioenergia avançada fortalece a soberania energética de Portugal. Ao utilizar recursos locais, o país diminui a dependência de importações e a vulnerabilidade a crises geopolíticas, com um foco particular no investimento em biorrefinarias de segunda geração até 2026.
Outro aspecto importante é o impacto social da bioenergia. A produção descentralizada não só gera emprego qualificado, mas também ajuda a fixar talento em regiões menos densamente povoadas, combatendo assim as assimetrias regionais através da criação de novas unidades de biometano.
Por último, a aposta na bioenergia avançada impulsiona a inovação tecnológica. A crescente procura por matérias-primas residuais acelera a investigação científica e o desenvolvimento de processos industriais mais eficientes, beneficiando a economia nacional.
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Fonte: Sapo





