Miguel Soares de Oliveira, diretor do Departamento de Formação do INEM, apresentou a sua demissão, conforme confirmou o instituto esta quinta-feira. A fonte oficial não revelou as razões que levaram a esta decisão, mas a saída de Oliveira ocorre num contexto de mudanças significativas no modelo de formação do INEM.
O INEM, responsável pela emergência pré-hospitalar em Portugal, anunciou que a demissão de Miguel Soares de Oliveira foi recebida e confirmada. O médico, que assumiu o cargo em junho de 2025, foi nomeado pelo anterior Conselho Diretivo e tinha um mandato de três anos. Contactado pela agência Lusa, Oliveira optou por não comentar a sua saída, mas é importante notar que ele possui uma vasta experiência na área, sendo mestre em medicina de emergência e licenciado em gestão e economia. Além disso, já foi presidente do INEM entre 2010 e 2013.
Recentemente, o INEM implementou um novo modelo de formação, que transferiu a responsabilidade da formação dos tripulantes de ambulância para a Escola Nacional de Bombeiros. Esta mudança surge no âmbito da reestruturação do Sistema Integrado de Emergência Médica (SIEM), onde o INEM se concentrará na formação institucional obrigatória e nos cursos de protocolos por nível de resposta. A decisão também implica que as escolas médicas deixem de formar os técnicos de emergência pré-hospitalar (TEPH) do INEM, mantendo-se, no entanto, como formadoras dos médicos que integram o instituto.
A Comissão de Trabalhadores do INEM já reagiu a estas alterações, avançando com uma providência cautelar para suspender a deliberação que redefiniu o modelo de formação e certificação do SIEM. A comissão argumenta que a decisão do Conselho Diretivo, assinada pelo presidente Luís Mendes Cabral e pelo vogal António Eça Pinheiro, contraria duas portarias e um despacho, o que, segundo eles, compromete a validade jurídica da deliberação.
A demissão de Miguel Soares de Oliveira, em meio a estas controvérsias sobre a formação no INEM, levanta questões sobre o futuro da gestão do instituto e a implementação das novas diretrizes. A situação continua a ser monitorizada, uma vez que as mudanças na formação têm um impacto direto na qualidade dos serviços prestados na emergência médica em Portugal.
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Fonte: ECO





