O primeiro-ministro anunciou a criação de um Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) português, que visa responder de forma estruturada à calamidade provocada por eventos climáticos extremos que têm afetado o país. Este plano, que será aplicado em todo o território nacional, tem como objetivos principais a recuperação das áreas afetadas e a construção de uma resiliência que permita enfrentar futuros desafios semelhantes.
Luís Montenegro, durante uma visita a Alcácer do Sal, sublinhou que “ninguém vai ser esquecido” e que o PRR português terá um enfoque nacional, atendendo às especificidades de cada região. O primeiro-ministro explicou que o plano será dividido em dois pilares: um dedicado à recuperação imediata e outro à resiliência a longo prazo. O objetivo é garantir uma resposta coordenada e eficaz, com múltiplas fontes de financiamento.
O PRR português terá uma intervenção rápida, uma vez que a recuperação do território é urgente. As ajudas já estão a ser disponibilizadas, mas muitas ações ainda estão por concretizar. Montenegro pediu um esforço adicional às câmaras municipais para que as verbas de apoio à reconstrução de habitações e ao investimento nas empresas sejam rapidamente acessíveis.
Além disso, o PRR português será alimentado por diversas fontes de financiamento, incluindo o Orçamento do Estado, o Fundo Ambiental e o Banco Europeu de Investimento. O governo também pretende reorientar o PRR existente, priorizando investimentos que possam ser realizados em tempo útil. O ministro da Economia já indicou que uma das prioridades será dotar as freguesias de equipamentos de comunicação, garantindo que cada local tenha acesso a eletricidade e meios de comunicação.
No que diz respeito à resiliência, o PRR português incluirá investimentos em infraestruturas essenciais, como barragens e sistemas de controlo de cheias, para preparar o país para as alterações climáticas. O ministro da Agricultura também manifestou a intenção de utilizar o PRR para recuperar florestas devastadas por intempéries, propondo a criação de uma nova Operação Integrada de Gestão de Paisagem.
A grande questão que se coloca é como será financiado este ambicioso plano. As várias fontes de financiamento são cruciais para garantir que o PRR português tenha os recursos necessários para ser implementado de forma eficaz. O governo está a trabalhar para simplificar processos e acelerar aprovações, de modo a que as medidas possam ser postas em prática rapidamente.
Leia também: O impacto das alterações climáticas na economia portuguesa.
Leia também: António José Seguro: Novo Presidente com Voto Histórico
Fonte: ECO





