Suíça vota em referendo para limitar população a 10 milhões

A Suíça está prestes a realizar um referendo no dia 14 de junho, onde os cidadãos irão decidir sobre uma proposta que visa limitar a população residente permanente a 10 milhões de habitantes até 2050. Esta iniciativa, promovida pelo Partido Popular Suíço (SVP/UDC), o maior partido do país, reflete um crescente sentimento anti-imigração na Europa e poderá ter impactos significativos na economia suíça e nas suas relações com a União Europeia.

Atualmente, a Suíça conta com cerca de 9,1 milhões de habitantes. Se a população atingir 9,5 milhões, o governo será obrigado a implementar restrições, incluindo a limitação da entrada de imigrantes, requerentes de asilo e familiares de residentes estrangeiros. A proposta estipula que, caso a população ultrapasse os 10 milhões e não seja possível renegociar as condições de entrada de estrangeiros, a Suíça deverá abandonar o acordo de livre circulação de pessoas com a UE.

Dados do Escritório Federal de Estatística indicam que a população suíça cresceu cerca de 25% desde 2000, um aumento considerável em comparação com os países vizinhos. O crescimento populacional é impulsionado pelo dinamismo económico do país, atraindo muitos cidadãos da União Europeia em busca de melhores condições de vida. Atualmente, cerca de 27% da população residente na Suíça não é cidadã suíça.

A proposta de limitação da população tem gerado divisões no país. Enquanto o SVP argumenta que o crescimento populacional pressiona recursos naturais, habitação e infraestruturas, a oposição alerta que essa medida pode comprometer acordos bilaterais com a União Europeia, fundamentais para o acesso ao mercado único europeu. Segundo sondagens, cerca de 48% dos eleitores apoiam a limitação, enquanto 41% estão contra e 11% permanecem indecisos.

A eventual aprovação da proposta poderá desencadear uma série de consequências, incluindo a anulação de outros acordos bilaterais interligados. O sistema de democracia direta da Suíça permite que os cidadãos proponham iniciativas populares, mas apenas cerca de 10% dessas propostas são aprovadas.

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Além disso, a Suíça tem uma das maiores proporções de residentes estrangeiros da Europa, o que levanta preocupações sobre o impacto que a limitação da população poderá ter em setores críticos, como a saúde, construção e investigação científica, que dependem fortemente de trabalhadores estrangeiros.

Portugal, que possui uma significativa comunidade na Suíça, poderá ser um dos países mais afetados por esta proposta. Com cerca de 263 mil residentes permanentes, os portugueses representam 11,3% dos estrangeiros no país. A limitação da imigração poderá dificultar novas entradas e reagrupamentos familiares, afetando a mobilidade laboral e as remessas associadas.

Leia também: O impacto da imigração na economia suíça.

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Fonte: Sapo

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