O Grupo Vila Galé enfrenta desafios significativos em Cuba, resultantes da atual crise energética que afeta o país. De acordo com Gonçalo Rebelo de Almeida, administrador da empresa, a situação é volátil, com a possibilidade de alterações a qualquer momento. Neste momento, o grupo mantém duas unidades operacionais, mas a incerteza sobre o fornecimento de petróleo da Venezuela a Cuba pode levar a novos encerramentos.
Durante um congresso da Associação de Hotelaria de Portugal (AHP), realizado na Alfândega do Porto, Rebelo de Almeida destacou que, embora ainda existam dois hotéis abertos, a empresa está constantemente a rever os seus planos. “Estamos a monitorizar a situação de perto. Os hotéis poderão ser encerrados temporariamente se a crise energética se agravar”, afirmou.
A crise energética em Cuba tem vindo a afetar não só o setor hoteleiro, mas também a vida quotidiana dos cubanos. A escassez de combustível tem levado a cortes de energia e a uma redução significativa na atividade económica. Para o Grupo Vila Galé, que tem investido no turismo cubano, esta situação representa um desafio adicional, uma vez que a empresa depende da estabilidade para atrair visitantes.
O impacto da crise energética no turismo é evidente, e a empresa está a avaliar constantemente a viabilidade das suas operações. “A nossa prioridade é garantir a segurança e o conforto dos nossos hóspedes. Se a situação não melhorar, teremos de considerar outras opções”, concluiu o administrador.
A incerteza em torno da crise energética em Cuba levanta questões sobre o futuro do turismo na ilha. O Grupo Vila Galé, com uma presença significativa no setor, está a ser forçado a adaptar-se a um cenário em constante mudança. Leia também: O impacto da crise energética no turismo global.
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Fonte: Sapo





