Um relatório recente do “Wall Street Journal” revelou que os militares dos Estados Unidos utilizaram o modelo de Inteligência Artificial (IA) Claude, desenvolvido pela Anthropic, durante uma operação para capturar Nicolás Maduro na Venezuela. Esta incursão, que ocorreu em Caracas, resultou em bombardeamentos e, segundo o Ministério da Defesa venezuelano, na morte de 83 pessoas.
A utilização do IA Claude levanta questões éticas, uma vez que os termos de utilização da Anthropic proíbem explicitamente o uso da sua tecnologia para fins violentos, desenvolvimento de armas ou vigilância. Apesar disso, o relatório sugere que a ferramenta foi empregue de forma a auxiliar na execução da operação militar, embora não esteja claro como isso aconteceu.
A Anthropic é a primeira empresa de IA a ser associada a uma operação militar classificada pelo Departamento de Defesa dos EUA. O modelo Claude possui capacidades que vão desde o processamento de documentos até a pilotagem de drones autónomos, mas o modo como foi integrado na operação permanece envolto em mistério. A empresa não confirmou se o Claude foi utilizado, mas reiterou que qualquer aplicação da sua tecnologia deve respeitar as suas políticas.
Além disso, o “Wall Street Journal” citou fontes anónimas que indicam que a utilização do IA Claude ocorreu através de uma parceria entre a Anthropic e a Palantir Technologies, uma empresa que trabalha com o Departamento de Defesa e outras agências governamentais. A Palantir, no entanto, não se pronunciou sobre as alegações.
Este episódio levanta preocupações sobre a ética da utilização de tecnologias de IA em contextos militares e a responsabilidade das empresas que as desenvolvem. A discussão sobre a regulação e os limites do uso de IA em operações militares é cada vez mais pertinente, especialmente à medida que estas tecnologias se tornam mais sofisticadas e acessíveis.
Leia também: O impacto da IA no futuro das operações militares.
IA Claude IA Claude IA Claude Nota: análise relacionada com IA Claude.
Leia também: Urnas abertas pontualmente nas eleições presidenciais
Fonte: Sapo





