Fim da calamidade e isenção de portagens afeta 68 concelhos

A situação de calamidade decretada pelo Governo a 29 de janeiro, em resposta aos estragos causados pela tempestade Kristin, termina hoje, assim como a isenção de portagens que beneficiou 68 concelhos. Esta medida, que visava apoiar a mobilidade das populações afetadas, foi prolongada duas vezes, mas agora chega ao fim, apesar das solicitações de vários autarcas para a sua continuidade.

A calamidade foi inicialmente declarada após a tempestade Kristin, que deixou regiões como Leiria e Figueiró dos Vinhos sem comunicações, água e eletricidade. Os autarcas dessas áreas pediram ao Governo que tomasse medidas urgentes para responder à situação crítica. A isenção de portagens abrangia troços das autoestradas A8, A17, A14 e A19, permitindo que as populações se deslocassem com maior facilidade.

Com o término da isenção de portagens, as famílias e empresas da região enfrentam agora um novo encargo financeiro. A Comunidade Intermunicipal da Região de Leiria já expressou preocupações sobre o impacto que a reposição das portagens terá na recuperação económica e social da área. A CIM apela ao Presidente da República para considerar a prorrogação da isenção, argumentando que a situação das vias alternativas, como a EN1/IC2 e a EN242, continua a ser crítica, com intervenções em curso que devem prolongar-se até junho de 2026.

A isenção de portagens foi uma medida temporária, mas essencial, para aliviar a pressão sobre as comunidades afetadas. A CIM da Região de Leiria, que inclui 10 municípios, considera que a manutenção da isenção é crucial para garantir a mobilidade e a solidariedade em face das dificuldades que a região enfrenta. A situação de calamidade é um dos estados mais graves que podem ser declarados, permitindo ao Governo implementar medidas excepcionais para ajudar as áreas afetadas.

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Além das consequências económicas, a tempestade Kristin causou a morte de dezasseis pessoas em Portugal e deixou muitas outras feridas e desalojadas. A destruição de infraestruturas, como casas e empresas, bem como o corte de serviços básicos, são algumas das consequências mais visíveis deste fenómeno meteorológico. As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo foram as mais afetadas, e a recuperação será um processo longo e difícil.

Leia também: O impacto das tempestades na economia local.

isenção de portagens Nota: análise relacionada com isenção de portagens.

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Fonte: ECO

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