Márcia Pereira e a Bandora: Eficiência Energética em Destaque

Márcia Pereira, CEO da Bandora, foi a 65ª convidada do podcast “E Se Corre Bem”. Desde jovem, Márcia desenvolveu uma consciência ambiental que moldou a sua trajetória profissional. Após completar um curso de engenharia mecânica e trabalhar na área da energia, decidiu fundar a Bandora, uma empresa dedicada à otimização de edifícios e sistemas de ar condicionado, promovendo a eficiência energética.

Desde a infância, Márcia demonstrou uma preocupação com questões ambientais. Nos anos 90, recorda-se de ter implorado aos pais para não ligarem o ar condicionado do carro novo, uma experiência que, ironicamente, a levou a trabalhar com esses sistemas na sua vida profissional. Influenciada pelo pai mecânico, Márcia sempre teve acesso a materiais elétricos e fez várias experiências na oficina familiar.

Após concluir o curso, começou a estagiar numa empresa de ar condicionado, mas não se sentiu realizada na função comercial. Assim, candidatou-se ao programa de doutoramento do MIT Portugal e, simultaneamente, integrou a Agência de Energia. A sua passagem por esta agência foi fundamental, pois permitiu-lhe aprender sobre o setor privado e a procura de financiamento para projetos de sustentabilidade. Durante a Troika, surgiram as primeiras empresas ESCOs, que investiam em eficiência energética, um modelo que mais tarde adotou na Bandora.

A sua experiência na Glinnt, onde foi a número dois de uma empresa focada na sustentabilidade, também foi crucial. Embora não tivesse inicialmente a intenção de abrir o seu próprio negócio, a venda da Glinnt Energy levou-a a considerar a consultoria em projetos de eficiência energética. Através dessa experiência, Márcia percebeu as lacunas no mercado e começou a desenvolver a ideia da Bandora.

O caminho para o sucesso não foi fácil. Márcia enfrentou a desconfiança dos investidores, especialmente por ser uma empresa sem histórico e com apenas um colaborador. No entanto, conseguiu captar meio milhão de euros em financiamento de fundos estruturais, o que lhe permitiu contratar a sua primeira equipa. Hoje, a Bandora conta com cerca de 23 colaboradores e já está a operar em mercados como o Qatar e os EUA.

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A internacionalização na Europa, no entanto, tem sido um desafio. Márcia menciona a burocracia em mercados como o espanhol, que a levou a desistir de expandir. Apesar disso, a Bandora continua a focar no seu nicho de mercado, que são as cadeias de fast food, onde já obteve resultados significativos em eficiência energética.

Como CEO, Márcia Pereira procura constantemente inovação e uma equipa competente. A sua abordagem é delegar responsabilidades a colaboradores qualificados, permitindo-lhe concentrar-se em estratégias de crescimento. “Quando olho para trás, posso dizer que correu e está a correr bem”, afirma.

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Fonte: ECO

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