Um recente estudo do Interactive Advertising Bureau (IAB), realizado em parceria com a Sonata Insights, revela que a perceção dos anunciantes sobre a aceitação da inteligência artificial (IA) generativa pelos consumidores mais jovens, nomeadamente a Geração Z e os Millennials, está bastante desalinhada com a realidade. Enquanto 82% dos executivos da indústria publicitária acreditam que estas gerações têm uma visão positiva sobre anúncios gerados por IA, apenas 45% dos consumidores partilham dessa opinião.
A diferença nas perceções é ainda mais acentuada quando se analisa a rejeição da IA. Três em cada dez consumidores da Geração Z e Millennials veem o uso da IA de forma negativa, enquanto os anunciantes estimam que essa rejeição seja de apenas 7%. Comparando com os dados de 2024, o nível de rejeição aumentou 12 pontos percentuais, o que sugere um crescente ceticismo em relação à publicidade gerada por IA.
Este ceticismo parece estar ligado ao aumento da exposição a anúncios criados por IA. A crença entre os jovens de que já entraram em contacto com publicidade gerada por IA subiu de 54% para 71% no último ano. Além disso, a Geração Z demonstra uma tendência mais acentuada para relatar sentimentos negativos em relação a esses anúncios, com uma diferença significativa em comparação com os Millennials. Em 2024, a diferença era de apenas seis pontos percentuais, mas este ano aumentou para 19 pontos percentuais, com 39% da Geração Z a expressar descontentamento, comparado a 20% dos Millennials.
Os anunciantes que utilizam a IA para gerar anúncios tendem a associar atributos positivos a este tipo de publicidade, como “criativo”, “inovador” e “vanguardista”. No entanto, os consumidores têm uma visão mais dividida. Embora reconheçam a criatividade, também associam a IA a características como “manipulativo”, “desconectado” e “antiético”. Nenhuma dessas características é vista de forma positiva por mais de metade dos consumidores, e a Geração Z tende a utilizar uma linguagem mais negativa do que os Millennials.
O relatório também examina as vantagens e preocupações associadas à utilização da IA na publicidade. A utilização de ferramentas de IA no processo criativo aumentou de 60% em 2024 para 83% em 2025, com a eficiência de custos a ser o principal benefício identificado. No entanto, os anunciantes expressam preocupações sobre a falta de criatividade humana (48%), os custos de implementação (45%) e a autenticidade da marca (44%). Há dois anos, as preocupações legais e éticas eram as mais prevalentes.
Além disso, o estudo revela que menos de metade dos anunciantes (44%) informa sempre que utiliza IA generativa para criar anúncios, e apenas 12% afirmam nunca o fazer. Esta transparência é considerada pelos consumidores como um dos fatores mais importantes para a atratividade dos anúncios, atrás da qualidade visual (40%) e do conteúdo divertido (39%). Saber que um anúncio foi criado com IA poderia aumentar a probabilidade de compra para 36% dos consumidores, enquanto 37% afirmam que isso não faria diferença.
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Fonte: ECO





