A Alemanha decidiu prolongar os controlos de fronteira por mais seis meses, com início a 15 de março. Esta medida foi anunciada pelo ministro do Interior, Alexander Dobrindt, em declarações ao jornal ‘Bild’. A notificação oficial já foi enviada à Comissão Europeia, que deve ser informada sobre as alterações que cada Estado-membro introduz nas suas fronteiras.
Dobrindt afirmou que a extensão dos controlos de fronteira é parte de uma reorganização da política migratória da Alemanha. Desde setembro de 2024, a Alemanha implementou controlos mais rigorosos nas suas fronteiras com países vizinhos, como Polónia, República Checa, Áustria e Suíça. Além disso, a verificação sistemática de documentos foi alargada às fronteiras com Dinamarca, Holanda, Bélgica, Luxemburgo e França.
Estes controlos têm sido renovados a cada seis meses, gerando preocupações sobre o impacto no Espaço Schengen, que inclui 29 países, nomeadamente os Estados da União Europeia, bem como Islândia, Liechtenstein, Noruega e Suíça. O tratado permite a livre circulação de pessoas nas fronteiras internas, mas os controlos de fronteira nas externas permanecem.
O regresso dos controlos de fronteira na Alemanha foi uma decisão do governo anterior, liderado pelos social-democratas do SPD. Na altura, a então ministra do Interior, Nancy Faeser, justificou a medida com o aumento de imigrantes não autorizados a entrar no país e a sobrecarga do sistema de acolhimento de refugiados. Além disso, a proteção da segurança interna contra ameaças como o terrorismo islâmico e a criminalidade transfronteiriça foram argumentos utilizados para a implementação destes controlos.
Com a extensão dos controlos de fronteira, a Alemanha continua a reforçar a sua política de segurança, numa altura em que a gestão da imigração e a proteção das fronteiras são temas centrais na agenda política europeia. Leia também: O impacto dos controlos de fronteira na economia europeia.
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Fonte: Sapo





