No último trimestre do ano passado, a União Europeia registou um aumento de 0,5% no número de novas empresas, em comparação com o trimestre anterior. No entanto, o mesmo período também trouxe um aumento de 2,5% nas declarações de falência, segundo dados divulgados pelo Eurostat.
Os dados indicam que o crescimento dos registos de empresas ocorreu em cinco dos oito setores da economia. O setor de informação e comunicação destacou-se com um aumento de 6,4%, seguido pela indústria, que cresceu 4,9%. Os serviços de alojamento e alimentação também mostraram um crescimento, embora mais modesto, de 1,3%. Em contrapartida, o comércio viu uma ligeira diminuição de 0,3%, assim como a construção civil e os transportes, que caíram 0,1% cada.
Entre os Estados-membros da União Europeia, os maiores aumentos no registo de empresas foram observados em Espanha (7,6%), Roménia (5,7%) e Itália (5,4%). Por outro lado, Portugal registou uma diminuição de 11,4%, acompanhado por quedas na Irlanda (-32,2%) e Luxemburgo (-15,2%).
Relativamente às falências na UE, os dados também revelam uma tendência mista entre os setores. O número de falências aumentou em seis dos oito setores analisados. O setor de alojamento e alimentação liderou este aumento, com um crescimento de 8,6%, seguido pelos setores de informação e comunicação (7,9%) e transportes (5,6%). No entanto, o comércio e as finanças registaram diminuições nas falências, com quedas de 3,4% e 0,7%, respetivamente.
Nos países da União Europeia com dados disponíveis, o Chipre destacou-se com um aumento alarmante de 175,2% nas falências, seguido pela Roménia (123,9%) e Estónia (20,5%). Em contrapartida, as maiores reduções foram observadas na Letónia (-32,5%), Eslováquia (-21,2%) e Hungria (-18,5%).
O Eurostat alerta que, em países pequenos, os números absolutos trimestrais de falências podem ser muito baixos, resultando em índices voláteis, como é o caso do Chipre. Esta volatilidade pode distorcer a percepção da saúde económica desses países.
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Fonte: ECO





