A Howden Re, uma das principais entidades globais no setor de resseguros, lançou um novo relatório intitulado “Quem ousa vence: Inovação numa era de forte abrandamento do mercado”. Este documento revela que a inovação no resseguro é crucial para mitigar perdas, especialmente em tempos de catástrofes naturais.
O relatório sublinha que as resseguradoras que conseguem combinar conhecimento de mercado com execução técnica e diversificação de portefólio estarão melhor posicionadas para prosperar. A Howden enfatiza que, num contexto de forte abrandamento do mercado, a adoção de inovações e uma abordagem disciplinada são fundamentais para sustentar o crescimento e a resiliência das empresas.
Desde 2020, as perdas causadas por catástrofes naturais têm superado os 100 mil milhões de dólares anualmente. Este cenário tem restringido a capacidade das seguradoras, corroendo as margens de lucro e gerando cautela em relação a exposições consideradas de risco. A Howden alerta que riscos antes considerados secundários, como tempestades severas e incêndios florestais, já não podem ser ignorados.
Apesar dos desafios, o relatório indica que as oportunidades emergentes, como cibersegurança e energias renováveis, podem oferecer novas avenidas de crescimento. No entanto, a Howden salienta que, nesta fase de desaceleração, as seguradoras não podem depender apenas da dinâmica dos preços para expandir as suas receitas; a inovação no resseguro é uma necessidade premente.
Após um período de endurecimento das taxas entre 2022 e 2023, o mercado de resseguros enfrenta agora um abrandamento, com taxas a decair, mas ainda elevadas. A Howden explica que esta mudança ocorre a partir de uma posição de solidez histórica nos preços, permitindo margens de rentabilidade para aqueles que estão dispostos a inovar e a subscrever de forma seletiva.
A rentabilidade das seguradoras tem melhorado, com retornos que superam o custo do capital. Contudo, as cedentes, que são as entidades que transferem riscos para as resseguradoras, continuam expostas a perdas significativas, retendo 62% da sua exposição a catástrofes naturais. Os incêndios florestais em Los Angeles, por exemplo, resultaram na maior perda individual para as resseguradoras desde 2011, evidenciando a fragilidade do mercado.
A década de 2020 tem sido marcada por crises interligadas, desde a pandemia de Covid-19 a conflitos geopolíticos e catástrofes naturais. Estas pressões, juntamente com a inflação e taxas de juro elevadas, têm remodelado a dinâmica da rentabilidade e desafiado a aplicação de capital no setor. Desde 2022, cerca de 35 mil milhões de dólares em novo capital entraram no setor, representando cerca de 7% do capital total dedicado ao resseguro.
Os ramos de responsabilidade civil enfrentam ainda desafios significativos, como litígios e inflação social, especialmente nos seguros de automóveis e responsabilidade civil nos EUA. Apesar disso, as seguradoras têm conseguido reportar redundâncias líquidas de reservas, embora o ciclo atual seja mais longo e superficial do que o observado no início dos anos 2000.
Leia também: O impacto das catástrofes naturais na economia global.
inovação no resseguro inovação no resseguro inovação no resseguro Nota: análise relacionada com inovação no resseguro.
Leia também: Carlos Moedas sob pressão após acidente em Lisboa
Fonte: Sapo





