Peritos da ONU alertaram que os arquivos de Jeffrey Epstein, o infame pedófilo norte-americano, revelam crimes de tal gravidade e alcance que podem ser considerados legalmente como “crimes contra a humanidade”. Esta declaração foi feita numa conferência em Genebra, onde nove especialistas sublinharam que os documentos divulgados pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos, a 30 de janeiro, sugerem a existência de uma rede criminosa global.
Os arquivos, que resultam da investigação a Epstein, condenado em 2008 por crimes sexuais envolvendo menores, contêm referências a práticas horrendas como escravatura sexual, tortura e feminicídio. Os peritos da ONU destacaram que estas atrocidades estão ligadas a um contexto de crenças supremacistas e misoginia extrema, o que torna a situação ainda mais alarmante.
Os especialistas apelaram a tribunais nacionais e internacionais para que processem os alegados crimes, afirmando que “ninguém é demasiado rico ou poderoso para estar acima da lei”. A urgência de uma investigação independente e imparcial foi enfatizada, uma vez que os crimes ocorreram ao longo de um período prolongado, levantando questões sobre a impunidade dos perpetradores.
Além disso, os peritos criticaram as “falhas graves” na divulgação dos arquivos, que expuseram informações sensíveis sobre as vítimas, colocando-as em risco de represálias. A relatora sobre a violência contra mulheres e raparigas, Reem Alsalem, e outros especialistas, como Ana Brian Nougrères e Gina Romero, assinalaram que a falta de proteção da privacidade das vítimas pode levar a uma dupla vitimização.
A divulgação dos documentos, embora parcial, revelou uma complexa rede de relações de Epstein com figuras proeminentes em diversas áreas, incluindo política e finanças. Entre os mencionados, encontra-se o antigo Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, bem como ex-ministros e diplomatas de vários países. Contudo, até ao momento, não se verificaram consequências para os envolvidos.
É imperativo que os governos ajam de forma decisiva para responsabilizar os culpados e garantir que tais crimes não fiquem impunes. A situação exige uma resposta robusta e eficaz para proteger as vítimas e prevenir futuras atrocidades.
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Fonte: ECO





