Almada: Autarca admite que muitos não voltarão a casa

A presidente da Câmara Municipal de Almada, Inês de Medeiros, revelou que muitas das pessoas que foram forçadas a abandonar as suas casas devido ao mau tempo não conseguirão regressar. Durante uma reunião do executivo camarário, a autarca informou que cerca de 230 pessoas foram alojadas de emergência pelo município, mas muitas outras estão a ser acolhidas por familiares, o que também deverá ser considerado na procura de soluções habitacionais.

Inês de Medeiros destacou que as áreas mais afetadas são Porto Brandão e a Azinhaga dos Formozinhos. Além disso, a Costa da Caparica também registou vários deslizamentos de terra, alguns dos quais impactaram habitações. Estima-se que cerca de 500 pessoas da zona de Porto Brandão estejam deslocadas devido à gravidade da situação.

Para enfrentar este desafio, a Câmara Municipal de Almada anunciou a criação de uma task force municipal que terá como missão responder às necessidades imediatas e planear a reabilitação das áreas afetadas. A autarca sublinhou a importância de agir rapidamente, uma vez que o mau tempo tem causado danos significativos na região.

As equipas da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa, com quem a autarquia já colabora, foram acionadas para monitorizar as arribas. Desde 2023, a Câmara tem trabalhado com estas equipas para avaliar os riscos associados a estas áreas. Nos próximos dois anos, a monitorização da vertente ribeirinha e da arriba fóssil será uma prioridade.

Além disso, a autarquia solicitou apoio ao Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC) para uma avaliação mais aprofundada das movimentações de terra. Inês de Medeiros afirmou que os serviços municipais estão a operar no limite das suas capacidades e que é crucial obter um apoio técnico claro para decidir sobre as intervenções necessárias.

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O LNEC já esteve presente na Costa da Caparica durante os deslizamentos, mas a avaliação realizada ainda não foi partilhada com a Câmara, sendo considerada informação confidencial. A autarca defendeu que a análise deve também incluir as zonas de Porto Brandão e Azinhaga dos Formozinhos, que têm sido severamente afetadas.

Desde o início das tempestades que atingiram Portugal, o concelho de Almada tem enfrentado uma série de deslizamentos de terra. A situação é alarmante, especialmente após a passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que resultaram em dezasseis mortes e centenas de feridos e desalojados. Os danos materiais incluem a destruição de casas, empresas, e a interrupção de serviços essenciais.

As regiões mais afetadas foram o Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo. A situação de calamidade que abrangeu os 68 concelhos mais impactados terminou recentemente, mas os desafios para a recuperação e a reabilitação das áreas afetadas continuam a ser uma prioridade.

Leia também: A importância da monitorização das arribas em Almada.

mau tempo mau tempo mau tempo Nota: análise relacionada com mau tempo.

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Fonte: ECO

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