Em 2025, a procura de casas no interior de Portugal registou um crescimento significativo, enquanto os mercados imobiliários de Lisboa e do Porto enfrentam uma queda na demanda. Dados recentes analisados por especialistas do setor revelam que a procura por imóveis na capital caiu cerca de 13,2%, enquanto no Porto o recuo foi de 4,3% em comparação com o ano anterior.
Por outro lado, várias zonas do interior do país, como Vila Nova de Foz Côa, Alfândega da Fé e Sernancelhe, apresentaram aumentos expressivos nas pesquisas por casas. Os dados mostram que o interesse por habitação nas áreas rurais e do interior aumentou de forma consistente, com os maiores crescimentos percentuais a ocorrerem em concelhos do norte e centro de Portugal. Entre os exemplos mais notáveis, destacam-se:
– Vila Nova de Foz Côa: +135,3%
– Alfândega da Fé: +123,3%
– Sernancelhe: +106,6%
– Murça: +91,9%
– Aljezur: +83,1%
Além do aumento da procura, estes concelhos também mostraram correções de preço no mercado imobiliário local. Por exemplo, o preço médio de oferta em Vila Nova de Foz Côa caiu de cerca de 399 mil euros para 270 mil euros, enquanto em Murça passou de aproximadamente 115 mil euros para cerca de 59.500 euros.
Fatores como os preços mais acessíveis em comparação com Lisboa e Porto, onde os imóveis frequentemente ultrapassam os 300 mil euros, e a perceção de uma maior qualidade de vida, com mais espaço e acesso a serviços locais, explicam esta deslocação da procura de casas no interior. Além disso, as margens de negociação mais amplas em mercados menos competitivos atraem cada vez mais compradores.
Esta tendência sugere que um número crescente de pessoas está a considerar alternativas fora das áreas metropolitanas, em busca de relações preço-qualidade mais vantajosas e oportunidades de aquisição mais realistas. Para potenciais compradores, esta redistribuição da procura pode abrir novas perspetivas no mercado imobiliário.
Embora Lisboa e Porto continuem a ser zonas com elevada procura e preços mais altos, os mercados do interior podem representar opções mais acessíveis. Contudo, os especialistas alertam que fatores como emprego local, acessos e serviços comunitários devem ser criteriosamente avaliados antes de decidir onde comprar.
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Fonte: Sapo





