As negociações entre os Estados Unidos e o Irão, que ocorreram em Genebra, terminaram esta terça-feira com um clima de tensão crescente. O líder supremo iraniano, Ali Khamenei, fez declarações ameaçadoras, afirmando que o porta-aviões norte-americano no Golfo poderia ser afundado. Este comentário surge num contexto delicado, onde ambos os países tentam encontrar um terreno comum, mas as ameaças parecem dominar a cena.
Durante as conversações, que decorreram na residência do embaixador de Omã, mediador do diálogo, Khamenei enfatizou que a América nunca conseguirá destruir a República Islâmica. O porta-aviões USS Abraham Lincoln, que transporta cerca de 80 aeronaves, está atualmente a cerca de 700 quilómetros da costa iraniana, e um segundo porta-aviões, o Gerald Ford, deverá juntar-se a ele em breve.
As declarações de Khamenei coincidem com manobras militares dos Guardas da Revolução no estreito de Ormuz, uma área estratégica para o comércio global de petróleo. Durante estes exercícios, o estreito será parcialmente encerrado por motivos de segurança, segundo a televisão estatal iraniana. A escalada de tensões entre os dois países tem sido uma constante, especialmente desde que o diálogo foi retomado a 6 de fevereiro em Mascate, capital de Omã.
As delegações dos EUA e do Irão reuniram-se durante cerca de três horas e meia, mas pouco se sabe sobre o conteúdo das conversas. O emissário norte-americano, Steve Witkoff, e o genro de Donald Trump, Jared Kushner, lideraram a delegação dos EUA, enquanto o ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano, Abbas Araghchi, chefiou a equipa iraniana. Apesar do silêncio sobre os detalhes das negociações, o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros iraniano, Esmaeil Baqaei, afirmou que a posição dos EUA em relação ao programa nuclear iraniano parece ter-se tornado mais realista.
Para o Irão, qualquer acordo com Washington deve incluir o levantamento das sanções, um ponto considerado indissociável das negociações. A economia iraniana enfrenta grandes dificuldades devido a estas sanções, resultando numa deterioração do poder de compra da população e numa situação de hiperinflação.
Os países ocidentais, incluindo Israel, continuam a suspeitar que o Irão tem intenções de desenvolver armas nucleares, uma alegação que Teerão nega, defendendo o seu direito ao desenvolvimento de um programa nuclear civil. O Presidente dos EUA, Donald Trump, tem intensificado os seus avisos ao Irão, especialmente após a repressão de manifestações no país, deixando a porta aberta para uma solução diplomática, mas também ameaçando com consequências severas.
O futuro das negociações EUA-Irão permanece incerto, com o Irão a querer focar-se no seu programa nuclear, enquanto Washington exige que Teerão limite também o seu programa de mísseis balísticos e cesse o apoio a grupos armados na região. A situação continua a evoluir, e a comunidade internacional observa atentamente os desenvolvimentos.
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Fonte: ECO





