Peje Emilsson, fundador da Kreab, partilhou em entrevista a sua visão sobre o futuro das aquisições e a importância da cultura nas empresas. A consultora sueca, que recentemente adquiriu o grupo português JLM&A, acredita que muitas aquisições falham porque se concentram apenas nas finanças, esquecendo a relevância da cultura organizacional.
Com uma presença em cerca de 20 países, a Kreab tem vindo a expandir-se, e a entrada em Portugal era um desejo antigo. Emilsson refere que a parceria com a JLM&A, que começou em 2024, foi um passo natural após anos de colaboração. “Acreditamos que os países pequenos têm melhores oportunidades para penetrar no mercado global”, afirma, referindo-se à semelhança demográfica entre a Suécia e Portugal.
A visão de longo prazo da Kreab é clara: “Estamos a construir para manter”. Com 28% do grupo sob a gestão da Peje Foundation, a meta é alcançar 100% até 2030. Emilsson sublinha que o sucesso de uma integração não se mede apenas pelos resultados financeiros, mas também pela capacidade de manter a sabedoria local em cada mercado.
A escolha de adquirir 100% do grupo JLM&A, em vez de optar por uma parceria mais comum, reflete uma estratégia de compromisso a longo prazo. Emilsson destaca que “não fazemos isto para vender”, enfatizando a importância de uma estrutura horizontal na gestão da empresa, onde a colaboração e a partilha de conhecimentos são fundamentais.
O empresário sueco vê um futuro promissor em África, com uma população jovem e em crescimento. “Prevejo um desenvolvimento tremendo em África nos próximos 20 anos”, afirma, reforçando a importância de compreender cada mercado local. A Kreab, com a sua abordagem centrada na cultura, pretende ser um facilitador de comunicação entre países e empresas.
Em relação ao impacto da inteligência artificial no setor, Emilsson acredita que será uma ferramenta valiosa, desde que utilizada com bom senso. “A comunicação tornou-se mais complexa, e a capacidade de explicar assuntos complicados de forma simples será cada vez mais valorizada”, conclui.
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Fonte: ECO





