O IGCP – Agência de Gestão da Tesouraria e da Dívida Pública, realizou recentemente dois leilões de dívida a curto prazo, conseguindo emitir um total de 1.750 milhões de euros. As emissões referem-se a Bilhetes do Tesouro com maturidades de nove e onze meses, com taxas que superam os 2%.
No leilão com maturidade a 11 meses, o Estado obteve 875 milhões de euros, com uma procura que foi 2,46 vezes superior à oferta. A taxa média paga foi de 2,015%, um aumento de 2,5 pontos base em relação ao leilão anterior, realizado a 7 de janeiro, onde a yield foi de 1,99% e a procura foi 1,69 vezes acima da oferta. Este aumento nas taxas reflete uma tendência crescente nos custos de financiamento da dívida pública.
Por sua vez, no leilão a 9 meses, o IGCP também conseguiu colocar 875 milhões de euros no mercado, com uma taxa média ponderada de 2,013% e uma procura de 2,39 vezes superior à oferta. Comparando com o leilão anterior, realizado a 17 de setembro, onde a yield foi de 2,005%, nota-se uma clara subida nas taxas de juro que o Estado está a pagar para se financiar.
É importante destacar que o último leilão a 9 meses ocorreu há mais de uma década, a 15 de outubro de 2014, quando o Estado se financiou a uma taxa de apenas 0,199%. A procura na altura foi de 1,47 vezes acima da oferta, evidenciando uma diferença significativa nas condições de mercado ao longo dos anos.
A subida nas taxas de juro para a dívida pública pode ser um indicativo das expectativas do mercado relativamente à economia nacional e ao risco associado ao financiamento do Estado. À medida que os investidores exigem maiores retornos, o governo terá de considerar cuidadosamente a sua estratégia de financiamento para garantir a sustentabilidade da dívida pública.
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dívida pública Nota: análise relacionada com dívida pública.
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Fonte: ECO





