Scott Bessent, secretário do Tesouro dos Estados Unidos, defendeu a retirada da supervisão bancária da Reserva Federal (Fed) em um artigo publicado no Wall Street Journal. Segundo Bessent, a Fed tem-se desviado da sua missão principal, que é promover o pleno emprego, garantir a estabilidade dos preços e manter taxas de juro moderadas a longo prazo.
Desde a sua criação em 1913, a Fed não tinha a supervisão e regulação bancárias como parte das suas principais responsabilidades. Contudo, ao longo do tempo e em resposta a crises financeiras, como a Grande Depressão e a Grande Recessão, a Fed assumiu gradualmente a função de supervisão dos bancos.
Os defensores da Fed argumentam que a supervisão bancária é essencial para a solidez do sistema financeiro do país. Durante uma conferência sobre regulação bancária em julho, o presidente da Fed, Jerome Powell, destacou que regras eficientes de supervisão ajudam a manter um sistema bancário seguro e sólido, beneficiando assim a população.
Powell também comentou que qualquer alteração nas funções da Fed, incluindo a supervisão bancária, deve ser decidida pelo Congresso. Ele expressou preocupações sobre o fato de que a supervisão e regulação bancárias estão concentradas nas mãos de um único membro do Conselho de Governadores da Fed, o vice-presidente responsável por estas áreas. Powell alertou que essa centralização pode levar a uma abordagem volátil na regulação, o que não é desejável para as instituições que a Fed pretende regular.
Atualmente, a supervisão e regulação bancárias são partilhadas entre a Fed, a Corporação Federal de Seguro de Depósitos (FDIC) e o Gabinete do Controlador da Moeda. A proposta de Bessent levanta questões sobre o futuro da supervisão bancária e a eficácia das instituições financeiras nos Estados Unidos.
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supervisão bancária Nota: análise relacionada com supervisão bancária.
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Fonte: Sapo





