Renault regista prejuízos de 10.931 milhões em 2025

A fabricante automóvel francesa Renault revelou hoje um prejuízo de 10.931 milhões de euros em 2025, uma queda acentuada em relação ao lucro de 752 milhões obtido no ano anterior. Este resultado negativo é atribuído, em grande parte, ao impacto financeiro da participação na Nissan, que tem afetado as contas da empresa.

Apesar dos prejuízos, a faturação da Renault em 2025 subiu para 57.922 milhões de euros, um aumento de 3% comparativamente ao ano anterior. Este crescimento foi impulsionado pelas marcas complementares da empresa, que beneficiaram de um plano de desenvolvimento internacional e da eletrificação da gama de veículos. Se não fosse o impacto da participação na Nissan, a Renault teria registado um lucro de 715 milhões de euros.

Num comunicado, a Renault destacou a resiliência dos seus resultados num ambiente económico desafiante e manifestou otimismo em relação ao futuro. A empresa anunciou que irá revelar a sua estratégia industrial para os próximos anos no dia 10 de março. Para 2026, a Renault planeia o lançamento de vários novos modelos, com foco no segmento elétrico e híbrido. Entre os lançamentos esperados estão o novo Clio, o Twingo E-Tech, a carrinha Trafic e um novo Dacia do segmento A elétrico, além do Alpine A390.

No plano internacional, a Renault pretende lançar o Renault Boreal na América Latina e na Turquia, o Duster na Índia e o Filante na Coreia do Sul, bem como uma nova ‘pick-up’ na América Latina. Para este ano, a empresa estabeleceu a meta de alcançar uma margem operacional de cerca de 5,5% da faturação.

A Renault acredita que, graças ao seu desenvolvimento internacional e ao foco no segmento elétrico, a faturação deverá crescer em 2026. A redução de custos continua a ser uma prioridade, com a empresa a planear diminuir em média 400 euros por veículo no custo variável de fabrico anual, através de melhorias técnicas e de competitividade. A Renault também manterá uma disciplina rigorosa sobre os custos fixos.

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Para o ano corrente, a empresa prevê um ganho de tesouraria de 350 milhões de euros na secção de financiamento, um aumento em relação aos 300 milhões de 2025. A médio prazo, a Renault ambiciona uma margem operacional entre 5% e 7% do volume de negócios, o que superaria as suas margens históricas, além de uma libertação de tesouraria de 1,5 mil milhões de euros por ano.

As contas de 2025 refletem uma margem operacional do setor automóvel de 3.632 milhões, uma diminuição de 631 milhões em relação ao ano anterior, influenciada negativamente pela taxa de câmbio, especialmente pela cotação do peso argentino. No ano passado, a Renault vendeu 2,3 milhões de veículos em todo o mundo, um aumento de 3,2% num setor que cresceu 1,6%. As vendas fora da Europa aumentaram 11,7%, com destaque para o crescimento na América Latina (+11,3%), Coreia do Sul (+55,9%) e Marrocos (+44,8%).

A fabricante também destacou um aumento significativo nas vendas de veículos elétricos na Europa, que cresceram 77,3%, representando 14% do total das vendas da marca, enquanto os híbridos representaram 30%, com um crescimento de 35,2%.

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Fonte: Sapo

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