Ouro em alta: ativo seguro em tempos de incerteza

A história do ouro como ativo seguro remonta a séculos, e a atual conjuntura económica parece reforçar essa tendência. A desvalorização do dólar americano e a instabilidade política têm levado investidores a procurar refúgio em ativos reais, como o ouro. Este metal precioso, que já atingiu valores históricos superiores a 5.600 dólares, é visto como uma proteção contra a desvalorização das moedas e a inflação.

Nos últimos anos, a desconfiança em relação ao dólar aumentou, especialmente após a política monetária expansionista dos Estados Unidos. Em 2025, o dólar teve um dos seus piores desempenhos em cinco décadas, o que levou muitos a reconsiderar a sua estratégia de investimento. A correção do preço do ouro, que ocorreu no final de janeiro, não diminuiu as expectativas de que o metal continue a valorizar-se. As incertezas políticas, particularmente relacionadas com a administração de Donald Trump, têm alimentado a procura pelo ouro, que é visto como um ativo politicamente neutro e livre de riscos associados a sanções.

O aumento da procura por ouro é também visível na estratégia dos bancos centrais, que, pela primeira vez em 30 anos, detêm mais ouro do que títulos do Tesouro dos EUA. Esta mudança reflete uma tendência global de diversificação das reservas, à medida que os países buscam reduzir a sua dependência do dólar. A desdolarização, impulsionada pelo uso do dólar como arma geopolítica, tem acelerado a migração para o ouro, que se afirma como um ativo de reserva seguro.

Os investidores estão cada vez mais conscientes dos riscos associados à política monetária dos EUA e à volatilidade do dólar. A forte queda da moeda americana não é um fenómeno isolado, mas parte de um movimento global que reflete o crescente desconforto com a economia dos Estados Unidos. O ouro, por sua vez, tem-se afirmado como um ativo de refúgio seguro, atraindo a atenção de investidores e bancos centrais.

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À medida que entramos em 2026, a procura por ouro deverá continuar a aumentar, impulsionada pela incerteza política e pela retórica geopolítica. O metal dourado, que historicamente tem sido um ativo do medo, continua a ser visto como uma proteção eficaz contra a desvalorização da moeda e os riscos geopolíticos. Neste contexto, os investidores estão a vender títulos do governo e a diversificar as suas carteiras, optando por comprar ouro.

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Fonte: Sapo

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