As políticas de Diversidade, Equidade e Inclusão (DEI) que transformaram os conselhos corporativos estão a ser cada vez mais questionadas. Um novo estudo indica que muitas empresas já abandonaram esses objetivos, revelando que a inclusão de mulheres e minorias nos conselhos de administração das empresas do S&P 500 não avançou mais rapidamente do que há uma década. Este fenómeno ocorre precisamente no período em que as políticas DEI começaram a ganhar destaque no mundo corporativo.
De acordo com uma análise publicada pelo Wall Street Journal, a inclusão de diretores de diferentes géneros e etnias não registou melhorias significativas desde a implementação das políticas DEI. Doug Chia, presidente da consultora Soundboard Governance, afirma que esta situação demonstra que, desde o início, a diversidade nos conselhos era vista como algo dispensável.
As empresas, que antes se comprometiam publicamente com a promoção da diversidade, parecem agora estar a recuar. As estatísticas mostram que a taxa de inclusão de mulheres e diretores de minorias étnicas permanece estagnada, o que levanta questões sobre a eficácia e a verdadeira intenção das políticas DEI.
A crescente pressão de ativistas anti-diversidade tem contribuído para este retrocesso, levando algumas organizações a reconsiderar a sua abordagem em relação às políticas DEI. O debate sobre a importância da diversidade nos conselhos corporativos continua a ser relevante, especialmente à luz das evidências que sugerem que a diversidade pode trazer benefícios significativos para as empresas, como a melhoria da inovação e da tomada de decisões.
É crucial que as empresas reavaliem as suas estratégias em relação às políticas DEI, não apenas para cumprir com as expectativas sociais, mas também para garantir um ambiente corporativo mais justo e produtivo. A falta de progresso na diversidade é um sinal de que as empresas precisam de um compromisso renovado com estas iniciativas.
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Fonte: Yahoo Finance





