Os sismos, incêndios e tempestades têm vindo a afetar Portugal, mas a realidade é que a maioria dos condomínios ainda se encontra desprotegida. Segundo a APEGAC (Associação Portuguesa de Empresas de Gestão e Administração de Condomínios), muitos edifícios mantêm apenas o seguro obrigatório de incêndio, o que deixa o património dos proprietários em risco.
A associação sublinha que a grande maioria dos condomínios portugueses não possui um seguro multirriscos completo, o que pode resultar em prejuízos significativos. O parque habitacional tem enfrentado uma série de eventos adversos, com mais de 7.000 incêndios registados entre janeiro e agosto de 2025, que consumiram cerca de 254 mil hectares, especialmente nas regiões Norte e Centro do país.
Além dos incêndios, a APEGAC destaca a preocupação com os sismos. Desde fevereiro de 2025, Lisboa já sentiu três abalos significativos, e estima-se que menos de 20% das habitações tenham cobertura contra riscos sísmicos. Esta falta de proteção é alarmante, considerando a vulnerabilidade do território português a desastres naturais.
Recentemente, a passagem da Tempestade Kristin trouxe ventos fortes e chuvas intensas, causando danos em telhados e fachadas em várias localidades. Este cenário reforça a necessidade de um seguro multirriscos que proteja os condomínios de diferentes tipos de riscos.
O presidente da APEGAC, Vítor Amaral, enfatiza a urgência de implementar um seguro multirriscos coletivo. “A grande maioria dos condomínios não possui proteção completa. Um seguro multirriscos coletivo garante a proteção do património, assegura a estabilidade financeira dos moradores e simplifica a gestão do edifício”, afirma Amaral.
Diante deste panorama, é crucial que os proprietários e gestores de condomínios considerem a adoção de um seguro multirriscos, que não só protege contra incêndios, mas também contra sismos e outras intempéries. A falta de cobertura pode resultar em consequências devastadoras, tanto a nível financeiro como emocional para os residentes.
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Fonte: Sapo





