Após as intempéries que afetaram várias regiões do país, o debate sobre planos de reconstrução e apoios às empresas afetadas tem estado em destaque. No entanto, Carlos Mineiro Aires, ex-bastonário da Ordem dos Engenheiros, alerta que a prevenção de sismos não deve ser esquecida. Em entrevista ao Jornal Económico, ele sublinha a necessidade de olhar para além das cheias e tempestades que têm assolado o território.
“Portugal é um país situado numa zona de elevada sismicidade. Um sismo vai acontecer, e não se trata de uma questão de ‘se’, mas sim de ‘quando’. Não há dúvida sobre isso”, afirma Mineiro Aires. Esta afirmação é um chamado à ação, pois muitos ainda não estão cientes da gravidade da situação.
A prevenção de sismos é fundamental para proteger vidas e infraestruturas. O ex-bastonário destaca que, apesar dos esforços para lidar com as consequências das catástrofes naturais, é crucial que as autoridades e a sociedade em geral não deixem de lado a preparação para um eventual sismo. “Quem está atento a isso sabe que haverá uma fatalidade algum dia”, acrescenta.
Neste contexto, a discussão sobre a prevenção de sismos deve ser integrada nos planos de reconstrução e nas políticas públicas. É necessário que se desenvolvam estratégias que incluam a sensibilização da população e a implementação de medidas de segurança em edifícios e infraestruturas.
O investimento em tecnologias de monitorização e em sistemas de alerta precoce também é vital. A prevenção de sismos não é apenas uma responsabilidade do governo, mas também de cada cidadão. Informar-se sobre os riscos e saber como agir em caso de emergência pode fazer a diferença.
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A mensagem de Carlos Mineiro Aires é clara: a prevenção de sismos deve ser uma prioridade nas agendas políticas e sociais. Com a crescente frequência de eventos climáticos extremos, não podemos permitir que a preparação para sismos fique em segundo plano.
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Fonte: Sapo





