Estado ignora marcas como investimento estratégico, diz IPAM

O diretor executivo do Instituto Português de Administração de Marketing (IPAM), Daniel Sá, lamenta que o Estado não reconheça as marcas portuguesas como um investimento estratégico. Durante a conferência “Marcas de Portugal: o próximo capítulo da competitividade?”, Sá destacou que as 100 marcas mais valiosas do país representam mais de 20 mil milhões de euros, um valor que não se reflete diretamente no PIB.

“Apesar de não entrar nas contas do PIB, o valor das marcas influencia investimentos, gera emprego qualificado e impacta as exportações”, sublinhou Sá. Ele considera que as marcas são um “capital invisível” que desempenha um papel crucial na economia nacional.

Portugal, que exporta quase 80 mil milhões de euros, tem visto as suas marcas valorizarem 20% nos últimos cinco anos. O diretor do IPAM enfatiza que as marcas não devem ser vistas apenas como um tema de marketing, mas como um assunto económico e até político. “Marcas fortes permitem vender a preços mais elevados e criam relações duradouras nos mercados externos”, afirmou.

Exemplos de marcas de sucesso incluem o Mateus Rosé, da Sogrape, que continua a ser uma das mais reconhecidas a nível global. Em 2024, a Sogrape registou vendas de 356 milhões de euros, com mais de 20,5 milhões de garrafas de Mateus Rosé vendidas em 65 mercados. Raquel Seabra, administradora da Sogrape, destacou que “são vendidas três garrafas de Mateus Rosé a cada dois segundos”.

A marca Mateus, criada em 1942, tem investido em inovações de marketing, como o Mateus Hotel em Lisboa, que visa promover a marca de forma única. Raquel Seabra afirmou que “a tradição é o ponto de partida e a inovação é o caminho”.

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Cristina Vasconcelos, diretora de marketing da Lactogal, maior grupo lácteo ibérico, também defendeu a necessidade de enraizar a cultura da marca em Portugal. “Sem marca, não há intenção de escalar e diferenciar”, disse. Ela lamentou que Portugal esteja na cauda da Europa em termos de registo de patentes, enfatizando que é necessário mais trabalho para utilizar as marcas como um instrumento de crescimento.

A diretora da Lactogal acredita que as marcas devem inovar e apostar no digital, uma vez que “daqui a dez anos, ninguém vai fazer compras físicas”. Filipe Mesquita, diretor criativo do estúdio de design This is Pacifica, reforçou que “criar marcas é participar na construção da cultura”.

Por fim, Paula Arriscado, do Grupo Salvador Caetano, destacou que a marca Portugal deve ser vista como um ativo coletivo que concentra identidade, reputação e ambição. “Sempre que a marca de Portugal se fortalece, abre portas para mais empresas e setores”, concluiu.

Leia também: O impacto das marcas na economia portuguesa.

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Fonte: ECO

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