A nomeação de Luís Neves para o cargo de ministro da Administração Interna gerou uma onda de reações, que vão desde rasgados elogios a exigências concretas. O líder do Partido Socialista (PS), José Luís Carneiro, descreveu Neves como um “excelente profissional” e uma “personalidade forte”, destacando a importância do seu papel num governo que enfrenta desafios significativos. “Espero que seja bem-sucedido num Ministério que é um dos mais difíceis”, afirmou Carneiro durante uma declaração em Porto.
Luís Neves, que até agora liderava a Polícia Judiciária, é visto como uma escolha positiva por vários setores. A deputada do Livre, Patrícia Gonçalves, elogiou a sua “capacidade de ação” e a defesa dos “valores democráticos”, sublinhando que a sua experiência será crucial para enfrentar os desafios que se avizinham.
Por outro lado, o partido Chega, através do deputado Rui Gomes da Silva, não hesitou em lembrar que o novo ministro terá uma série de dossiês pendentes para resolver. Entre os problemas destacados estão a carreira das forças de segurança, o comando unificado dos bombeiros e a reorganização da Proteção Civil. “O Chega vai ser implacável no escrutínio do novo ministro”, prometeu Gomes da Silva, enfatizando que a resolução destes problemas não pode ser adiada.
O deputado também se referiu à polémica em torno dos números da criminalidade, que levou Neves a falar em “perceções”. “Não se pode ficar apenas pelas perceções, é necessário agir com base na realidade”, afirmou, pedindo uma abordagem mais rigorosa.
A Iniciativa Liberal também expressou a necessidade de ação imediata, afirmando que “o país não aguenta continuar a viver de anúncios sem consequência”. A pressão por reformas concretas e uma melhor coordenação no Ministério da Administração Interna é uma constante nas declarações dos partidos da oposição.
Os sindicatos, por sua vez, não pouparam elogios a Luís Neves. Armando Pereira, presidente do Sindicato Nacional da Polícia (Sinapol), destacou a sua “capacidade e determinação para melhorar as coisas”, expressando a esperança de que Neves possa trazer melhorias nas condições de trabalho para as forças de segurança. “Deposito a esperança que este ministro seja a correção dos erros de ‘casting’ dos anteriores ministros”, afirmou Pereira.
Bruno Pereira, presidente do Sindicato Nacional de Oficiais de Polícia, considerou a escolha de Neves “inesperada”, mas reconheceu que ele é um “conhecedor do mundo policial”. A sua experiência e conhecimento das dificuldades enfrentadas pelas forças de segurança são vistos como uma mais-valia.
Por fim, Jorge Resende, da Associação Sindical dos Funcionários da Investigação Criminal da Polícia Judiciária, também elogiou a escolha, considerando-a “acertadíssima”. A sua capacidade de comunicação e a forma como lidou com crises anteriores foram mencionadas como pontos fortes.
A expectativa em torno de Luís Neves é elevada, e muitos aguardam ansiosamente para ver como irá abordar os desafios que o Ministério da Administração Interna enfrenta. Leia também: Quem é Luís Neves, o novo ministro da Administração Interna.
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Fonte: ECO





