Deputado do Chega acusado de compra de votos a neonazis

Um dos arguidos do caso 1143, Tirso Faria, fez acusações graves contra o deputado do Chega, Rui Afonso, alegando que este comprou votos a membros do grupo neonazi, que foi desmantelado pela Polícia Judiciária (PJ) a 20 de janeiro. Segundo Faria, coordenador do núcleo de Santo Tirso da organização neonazi, Rui Afonso terá inscrito dezenas de membros do 1143 no seu partido, pagando-lhes meses de quotas e quantias para que fossem votar.

Os valores mencionados por Faria situam-se entre os 3.500 e os 3.800 euros. Este militante do Chega, que já foi vice-presidente da concelhia do partido em Santo Tirso, revelou que a direção de Rui Afonso venceu as eleições internas para a distrital do Chega no Porto em setembro de 2023, mas não divulgou o número total de votantes. Artur Carvalho, ex-adjunto de Rui Afonso, também confirmou que mais de cem membros do 1143 e de outros grupos terão aderido ao Chega, mencionando pagamentos superiores a 3.500 euros.

A operação “Irmandade”, realizada pela PJ, resultou na detenção de 37 pessoas e na constituição de outras 15 como arguidas, sob suspeita de crimes como discriminação, incitamento ao ódio e à violência, entre outros. O Ministério Público alega que o grupo 1143 estava a preparar-se para ter uma natureza paramilitar, antecipando uma possível “guerra racial”, e planeava ações provocatórias para 2026, visando ofender a comunidade muçulmana em Portugal.

O grupo era liderado por Mário Machado, que cumpre pena desde maio de 2025 por discriminação e incitamento ao ódio. O Tribunal Central de Instrução Criminal decidiu que cinco dos 37 alegados membros do 1143 aguardam o desenrolar da investigação em prisão preventiva, enquanto os restantes 32 foram libertados, com algumas condições.

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Além disso, o advogado António Garcia Pereira invocou as ligações do Chega ao grupo neonazi 1143 e a sentença que ordenou a retirada de cartazes de André Ventura contra ciganos para reforçar o seu pedido de extinção do partido. Em outubro de 2025, apresentou uma queixa ao procurador-geral da República, solicitando que o Ministério Público atue para extinguir o Chega, alegando que o partido viola a Constituição.

Este caso levanta questões sérias sobre a relação entre o Chega e grupos extremistas, e as acusações de compra de votos a neonazis podem ter um impacto significativo na imagem do partido. Leia também: “O impacto das acusações no futuro do Chega”.

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Fonte: Sapo

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