O deputado europeu Bernd Lange propôs, no último domingo, o adiamento da votação do acordo comercial entre a União Europeia e os Estados Unidos. Esta sugestão surge após a recente anulação das tarifas impostas pelo Supremo Tribunal dos EUA, que alterou significativamente os termos e a base jurídica do acordo. O pacto previa uma tarifa de 15% sobre diversos produtos.
Na passada sexta-feira, o Supremo Tribunal dos EUA decidiu, com uma votação de seis a três, anular as tarifas que afetavam vários parceiros comerciais. Entre os juízes, Ketanji Brown Jackson, Elena Kagan e Sonia Sotomayor votaram a favor da anulação, enquanto Brett Kavanaugh, Samuel Alito e Clarence Thomas se opuseram. No dia seguinte, o então presidente Donald Trump anunciou um aumento da tarifa global de 10% para 15%.
Bernd Lange, através da rede social X, descreveu a situação como um “puro caos tarifário” na administração norte-americana. Segundo ele, “já ninguém consegue compreender” as constantes mudanças, o que gera incerteza para a União Europeia e outros parceiros comerciais dos EUA.
A anulação das tarifas também teve repercussões na Ásia. O Japão, por exemplo, afirmou que a decisão do tribunal não afetará os investimentos previamente acordados entre Tóquio e Washington, que incluem compromissos avaliados em cerca de 550 mil milhões de dólares. A Coreia do Sul também garantiu que o seu acordo comercial com os EUA permanece inalterado, apesar das novas tarifas.
Taiwan e Hong Kong consideraram que a nova tarifa global de 10% terá um impacto “limitado” nas suas economias. A porta-voz do governo de Taiwan, Michelle Lee, afirmou que o país acompanhará de perto as evoluções da política tarifária dos EUA. A Indonésia, que recentemente assinou um acordo comercial com os EUA, indicou que manterá conversações para avaliar o impacto das mudanças.
Entretanto, a associação norte-americana de pequenas empresas “We Pay the Tariffs” pediu ao governo dos EUA que indemnize as empresas afetadas pela anulação das tarifas. O diretor executivo da associação, Dan Anthony, destacou que “uma vitória legal não significa nada sem um alívio real para as empresas que pagaram estas tarifas”.
A decisão do Supremo Tribunal é vista como uma boa notícia para os importadores americanos, mas a questão dos reembolsos ainda levanta incertezas. A Federação Nacional de Retalho (NRF) expressou satisfação com a decisão, afirmando que ela traz segurança às empresas e permitirá que estas reinvistam nas suas operações.
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Fonte: Sapo





