Merz defende cooperação mais justa com a China em visita a Pequim

O chanceler alemão, Friedrich Merz, iniciou esta quarta-feira uma visita a Pequim, onde defendeu a necessidade de uma cooperação mais “justa” com a China, o principal parceiro comercial da Alemanha. Esta visita ocorre num momento em que a China é vista como um forte concorrente pela indústria alemã.

Durante as conversações com o primeiro-ministro chinês, Li Qiang, Merz expressou preocupações sobre a atual relação entre os dois países. “Temos preocupações muito concretas relativamente à nossa cooperação, que queremos melhorar e tornar mais justa”, afirmou o chanceler. Ele sublinhou a importância de um diálogo aberto para abordar as divergências existentes.

O primeiro-ministro chinês, por sua vez, apelou à Alemanha para que trabalhe em conjunto na defesa do multilateralismo e do livre-comércio. Merz, que chegou a Pequim acompanhado por uma delegação empresarial, deverá reunir-se ainda com o presidente Xi Jinping, numa reunião que promete ser crucial para o futuro das relações económicas entre os dois países.

Antes de partir, Merz indicou que gostaria de discutir questões como regras de concorrência, acesso aos mercados e a segurança no abastecimento de matérias-primas essenciais, como as terras raras, cuja produção é dominada pela China. Além disso, o chanceler pretende abordar a guerra na Ucrânia, contando com a influência da China nas relações com a Rússia.

A indústria alemã enfrenta uma crescente pressão da concorrência chinesa, especialmente no setor automóvel, onde as vendas têm diminuído. A Alemanha, que depende fortemente das exportações, tem manifestado preocupações sobre a expansão dos veículos elétricos chineses e o escoamento dos excedentes de produção para a Europa.

Merz também alertou para o uso de semicondutores e terras raras como instrumentos na disputa comercial global, o que pode afetar as cadeias de abastecimento, particularmente na indústria automóvel. “Queremos e devemos adotar uma política de redução de riscos, não apenas em relação à China”, afirmou, enfatizando que essa estratégia não deve ser confundida com uma dissociação económica.

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Os líderes europeus, incluindo Merz, têm criticado as restrições de acesso ao mercado chinês, os subsídios considerados indevidos e a alegada subvalorização da moeda chinesa. Xi Jinping tem promovido a China como um parceiro fiável, defendendo uma relação que traga “ganhos para ambos” e baseada no “respeito mútuo”.

No ano passado, o défice comercial da Alemanha com a China aumentou significativamente, atingindo cerca de 89 mil milhões de euros. A visita de Merz a Pequim é um passo importante para tentar equilibrar essa relação e encontrar soluções para os desafios que a cooperação com a China apresenta.

Leia também: A evolução das relações comerciais entre a Alemanha e a China.

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Fonte: ECO

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