Literacia em Portugal: Desafios e Avanços em 2024

No dia 8 de setembro, o mundo celebra o Dia Internacional da Literacia, uma data instituída pela UNESCO para enfatizar a importância do conhecimento na construção de sociedades mais justas e sustentáveis. Contudo, os dados mais recentes revelam que Portugal enfrenta desafios significativos neste domínio.

De acordo com a UNESCO, em 2024, cerca de 739 milhões de jovens e adultos em todo o mundo ainda carecem de competências básicas em literacia. No contexto nacional, o relatório da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) indica que Portugal está abaixo da média de 31 países avaliados em literacia, numeracia e resolução de problemas.

O Inquérito às Competências dos Adultos da OCDE, realizado entre 2022 e 2023, revela que 42% dos adultos portugueses não conseguem ultrapassar o nível um em literacia. Este nível refere-se à capacidade de compreender textos simples e encontrar informações específicas. Em contraste, apenas 4% dos adultos alcançam os níveis quatro e cinco, que exigem uma compreensão mais profunda de textos complexos.

Na área da numeracia, a situação é igualmente preocupante: 40% dos adultos obtiveram resultados iguais ou inferiores ao nível um, enquanto apenas 7% atingiram os níveis mais elevados. A resolução de problemas apresenta um panorama semelhante, com 42% dos adultos a não ultrapassarem o nível um.

Apesar dos desafios, a literacia financeira em Portugal mostra sinais de melhoria. O 4.º Inquérito à Literacia Financeira, apresentado em abril de 2024, revela que Portugal ocupa o 13.º lugar entre 39 países no indicador de literacia financeira global, com uma pontuação média de 62,7. Embora este valor tenha aumentado desde 2020, ainda está abaixo dos 67,2 pontos alcançados em 2015.

O estudo também destaca que apenas 36% dos portugueses conseguiram responder corretamente a questões sobre conceitos financeiros básicos, como taxas de juro e inflação. Esta situação coloca o país 15 anos atrás da Alemanha, que em 2009 já apresentava níveis superiores de literacia financeira.

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Em termos de literacia mediática, 21% dos portugueses afirmam ter recebido formação nesta área, um valor que, embora esteja em linha com a média global, ainda é inferior a países como a Finlândia. A formação em literacia mediática é especialmente relevante, pois está associada a comportamentos informativos mais ativos, como maior interesse por notícias e a disposição para pagar por conteúdos online.

Por fim, no que diz respeito à literacia digital, mais de metade da população portuguesa atinge um nível básico ou superior. Os dados da Autoridade Nacional de Comunicações (ANACOM) mostram que 56% da população entre os 16 e os 74 anos possui, pelo menos, literacia digital básica, colocando Portugal ligeiramente acima da média da União Europeia.

Em suma, a literacia em Portugal enfrenta desafios significativos, mas também apresenta áreas de progresso. A melhoria contínua nestas competências é essencial para o desenvolvimento económico e social do país. Leia também: O impacto da literacia financeira na economia nacional.

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Fonte: Doutor Finanças

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