O Paquistão lançou uma ofensiva militar contra o Afeganistão, bombardeando forças do governo talibã em várias cidades, incluindo a capital, Cabul, e Kandahar, onde se encontram os líderes talibãs. Este ataque marca uma mudança significativa nas relações entre os dois países, que até recentemente eram considerados aliados. O ministro da Defesa paquistanês, Khawaja Muhammad Asif, descreveu a situação como uma “guerra aberta”, sublinhando a gravidade do conflito.
Os ataques paquistaneses consistiram em mísseis terra-ar dirigidos a instalações e postos militares talibãs em Cabul, Kandahar e na província de Paktia. Além dos bombardeios, houve confrontos terrestres ao longo da extensa fronteira de 2.600 km entre os dois países. Em resposta, o governo afegão organizou ataques retaliatórios contra alvos militares no Paquistão, intensificando ainda mais as hostilidades.
A tensão entre os dois países tem raízes profundas, com Islamabad a acusar Cabul de apoiar grupos armados que realizam ações terroristas no Paquistão. Os talibãs, por sua vez, negam estas alegações, afirmando que a segurança do Paquistão é uma questão interna. A escalada do conflito é preocupante, pois pode levar a um prolongado estado de guerra na região.
Diversos países, incluindo Rússia, China, Turquia e Arábia Saudita, ofereceram-se para mediar a situação. O Irão, que também faz fronteira com o Afeganistão e o Paquistão, manifestou interesse em ajudar a resolver o conflito. As tentativas de mediação são cruciais, dado que confrontos semelhantes no passado resultaram em numerosas baixas e uma instabilidade duradoura.
O porta-voz dos Talibã, Zabihullah Mujahid, confirmou os ataques aéreos paquistaneses, mas não forneceu detalhes adicionais. O governo paquistanês, por sua vez, afirmou ter realizado com sucesso ataques aéreos com drones contra alvos militares no Afeganistão. O ministro da Informação do Paquistão, Attaullah Tarar, alegou que os ataques foram perpetrados por militantes talibãs paquistaneses e que todos os drones foram abatidos por sistemas de defesa.
A situação é alarmante, especialmente considerando que o Paquistão está em alerta máximo desde o início da semana, após ter lançado ataques aéreos que visavam campos do Tehreek-e-Taliban e militantes do Estado Islâmico no leste do Afeganistão. O futuro do conflito entre Paquistão e Afeganistão permanece incerto, mas as tensões estão claramente a aumentar.
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Fonte: Sapo





