Indústria de Defesa Nacional Afirma Necessidade de Participação

A indústria de defesa nacional tem expressado preocupações sobre a sua participação nas negociações para a aquisição de novos equipamentos para as Forças Armadas. Sérgio Barbedo, CEO da Thales Portugal, destacou a necessidade de garantir que as empresas nacionais tenham um papel ativo na cadeia de valor dos fornecedores. Durante o debate “Indústrias de Segurança Defesa”, organizado pela Proforum em Lisboa, Barbedo sublinhou que, apesar dos esforços para se envolver nas discussões, a indústria tem estado “relativamente arredada” das decisões.

Portugal assegurou uma verba de 5,6 mil milhões de euros através do empréstimo europeu SAFE, com o primeiro pagamento de 876 milhões de euros previsto para março. Este investimento inclui a compra de fragatas, e Barbedo comparou este montante ao investimento de 9 mil milhões de euros no novo aeroporto, que está a ser discutido há 50 anos. “Estamos a falar de um investimento de nove mil milhões de euros em cinco meses, o que levanta questões sobre a urgência e a eficácia do processo”, afirmou.

O CEO da Thales Portugal também mencionou que as discussões sobre os caças têm sido mais sérias, com um foco nas necessidades do país. No entanto, ele enfatizou que é crucial que as empresas nacionais sejam incluídas nas decisões sobre a cadeia de valor. “As Forças Armadas, o Estado e a indústria devem estar à mesa para garantir que todos os interesses são representados”, disse Barbedo.

Um dos principais desafios é encontrar modelos de negócio sustentáveis que permitam que o investimento atual gere retornos futuros. Barbedo expressou a sua preocupação sobre se, após a assinatura do contrato, o país terá garantias de recuperar o investimento feito. “Temos de assegurar que a indústria de defesa esteja preparada para contribuir para o pagamento deste investimento”, alertou.

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A Comissão Europeia tem promovido a compra de equipamentos fabricados na Europa, com o objetivo de fortalecer a autonomia de defesa do continente. João Pedro Taborda, vice-presidente da Embraer Portugal, também fez um alerta sobre a importância de parcerias estratégicas. “A Europa deve ser seletiva nas suas parcerias fora do continente e considerar cuidadosamente onde compra”, afirmou.

A indústria de defesa é, portanto, um tema central nas discussões sobre segurança e investimento em Portugal. A participação ativa das empresas nacionais é essencial para garantir que o país possa não apenas investir, mas também beneficiar a longo prazo. Leia também: A importância da indústria nacional nas aquisições de defesa.

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Fonte: ECO

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