No último sábado, a capital iraniana, Teerão, foi abalada por dezenas de explosões após o ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, anunciar um “ataque preventivo” contra o Irão. Esta operação, denominada “Operação Fúria Épica”, visa eliminar as ameaças ao Estado de Israel. A agência de notícias iraniana Fars reportou explosões em várias cidades, incluindo Qom e Isfahan, num momento em que as comunicações no país estavam praticamente paralisadas.
Cerca de duas horas após o início dos ataques, o ex-presidente dos EUA, Donald Trump, publicou um vídeo na rede social X, onde afirmou que as Forças Armadas dos EUA estavam a realizar uma “operação massiva” para neutralizar o que chamou de “ditadura perversa” do Irão. Trump prometeu destruir a capacidade de mísseis iranianos, admitindo a possibilidade de baixas entre as forças norte-americanas.
O porta-voz das Forças de Defesa de Israel confirmou que o ataque conjunto com os EUA visou dezenas de alvos militares, caracterizando-o como um assalto coordenado contra o regime iraniano. O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, elogiou a liderança de Trump e afirmou que a operação continuará até que a missão seja cumprida, destacando a intenção de permitir que o povo iraniano determine o seu próprio futuro.
A resposta iraniana não se fez esperar. O ministério do Interior do Irão condenou os ataques, acusando os EUA e Israel de violarem as leis internacionais e apelando à população para manter a calma. O ministro dos Negócios Estrangeiros, Abbas Araghchi, classificou o ataque como um “ato de guerra”.
Na Europa, a reação foi cautelosa. O governo alemão foi informado previamente sobre os ataques e expressou uma postura neutra, enquanto o presidente francês, Emmanuel Macron, sublinhou o direito de Israel à autodefesa, mas estabeleceu limites ao apoio. O Reino Unido também se distanciou, afirmando que não participou nos ataques e que não deseja uma escalada do conflito.
A situação no Médio Oriente é tensa, com o espaço aéreo do Irão, Iraque e Israel fechado, e companhias aéreas como a Air France e British Airways a cancelarem voos. Israel declarou estado de emergência, enquanto o Iraque suspendeu todo o tráfego aéreo. A comunidade internacional observa com preocupação o desenrolar dos acontecimentos.
O contexto que levou a este ataque é complexo. Desde dezembro, o Irão enfrenta protestos anti-governamentais, exacerbados por uma grave crise económica. Apesar de esforços diplomáticos para resolver a situação, as tensões aumentaram, culminando neste ataque militar. As exigências dos EUA, que incluem o fim do enriquecimento de urânio e limites ao programa de mísseis, foram sistematicamente rejeitadas pelo Irão.
O ataque a Teerão representa uma mudança significativa na dinâmica de segurança do Médio Oriente, colocando o mundo em alerta. As ameaças entre Washington, Telavive e Teerão, que pareciam controladas pela diplomacia, transformaram-se rapidamente em uma operação militar de grande escala. O futuro desta situação permanece incerto, e a capacidade do mundo em evitar uma guerra regional será testada nas próximas horas e dias.
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Fonte: ECO




